Ex presidente Jair Bolsonaro. Foto: Carolina Antunes/PR
Jair Bolsonaro recebeu a visita de seus médicos pessoais na Superintendência da Polícia Federal em Brasília no domingo, 23 de novembro. O ex-presidente está preso preventivamente desde sábado (22) e passou por uma avaliação clínica que resultou em um relatório anexado à Ação Penal 2668. O documento integra a resposta da defesa ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que havia solicitado explicações sobre a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica.
Os médicos Cláudio Birolini, cirurgião geral, e Leandro Echenique, cardiologista, relataram que Bolsonaro apresentou um quadro de confusão mental na noite de sexta-feira (21). Eles escreveram que o ex-presidente descreveu alucinações e desorientação, possivelmente relacionadas ao uso de Pregabalina, medicamento receitado por outra profissional de saúde poucos dias antes. A equipe informou que desconhecia essa prescrição e que o remédio interage com outras substâncias que Bolsonaro já utilizava de forma contínua.
Birolini e Echenique afirmaram que a Pregabalina pode causar alterações do estado mental, como desorientação, distúrbios cognitivos e alucinações. O remédio também interfere no efeito de outras duas substâncias que Bolsonaro usa para crises de soluço: Clorpromazina e Gabapentina. Diante dos sintomas relatados, a equipe médica decidiu suspender imediatamente o uso da Pregabalina e restabelecer o tratamento anterior. Os médicos garantiram que seguirão acompanhando o quadro clínico do ex-presidente durante o período de custódia.
Outro documento incluído no processo mostrou que a médica Marina Grazziotin Pasolini havia orientado o uso diário da Pregabalina desde 17 de novembro. Esse registro reforçou a versão de que Bolsonaro começou a sentir alterações poucos dias após iniciar a medicação.
A versão descrita pelos médicos ganhou ainda mais atenção porque Bolsonaro reconheceu, durante a audiência de custódia, que tentou violar a tornozeleira eletrônica enquanto enfrentava um surto. Segundo a ata do procedimento, ele contou que desenvolveu uma “certa paranoia” entre sexta e sábado. Bolsonaro afirmou que acreditou que havia uma escuta dentro do equipamento e decidiu abrir a tampa utilizando um ferro de solda que tinha em casa.
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Também foi determinado que a empresa custeie integralmente os tratamentos psicológicos e psiquiátricos da mulher até sua alta definitiva.
Em comum, os expositores disseram que os acordos com empresas de apostas foram celebrados tendo como base as regras em vigor à época.
O ministro disse ter ficado convencido, na ocasião, de que as apostas online são "um problema de saúde pública". Ele ainda afirmou ter formado "a percepção de que as bets devem ser banidas".
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