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Silas Malafaia diz ser perseguido por Moraes após receber denúncia de calúnia contra general

A denúncia se refere às falas do religioso durante manifestação na Avenida Paulista, no dia 6 de abril, a favor da anistia dos presos pelo de 8 de Janeiro.

Gabriel Alves

26 de dezembro de 2025 às 16:54   - Atualizado em 09 de janeiro de 2026 às 00:21

Pastor Silas Malafaia em manifestação e Alexandre de Moraes, ministro do STF.

Pastor Silas Malafaia em manifestação e Alexandre de Moraes, ministro do STF. Fotos: Reprodução e Rosinei Coutinho/STF. Arte: Portal de Prefeitura

O pastor Silas Malafaia publicou um vídeo na manhã de sexta-feira, 26 de dezembro, dizendo estar sendo perseguido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após receber uma denúncia do atual procurador-geral da República, Paulo Gonet, de injúria, difamação e calúnia, contra o comandante do Exército, general Tomás Miguel Miné Paiva, em discurso durante manifestação na Avenida Paulista, no dia 6 de abril, a favor da anistia dos presos pelo de 8 de Janeiro.

Em vídeo, o religioso explica que não citou o nome do general durante suas falas no ato e criticou o fato da denúncia ter sido encaminhada ao ministro, que é relator do inquérito das fake news na Suprema Corte.

“Eu disse que os generais de quatro estrelas, o alto comando do Exército, eram uma cambada de frouxos, covardes e omissos porque ficaram quietos diante da prisão injusta e vergonhosa do general Braga Netto em dezembro do ano passado. Na manifestação, eu não cito o nome do general Tomás Paiva. Como é que ele me denuncia como se eu citasse o nome dele? Aqui está a primeira aberração”, reclamou Malafaia.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Malafaia critica operação

O pastor Silas Malafaia reagiu na manhã da última sexta-feira, 19 de dezembro, à operação da Polícia Federal que teve como alvo o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados. As informações são da coluna do Igor Gadelha, do Metrópoles.

Aliado próximo do parlamentar, Malafaia criticou duramente a ação e afirmou que a investigação teria sido criada para intimidar integrantes da oposição ao Governo Federal e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

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A manifestação do pastor ocorreu após a deflagração da Operação Galho Fraco, conduzida pela Polícia Federal, que apura suspeitas de desvio de recursos da cota parlamentar. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira no Distrito Federal e no estado do Rio de Janeiro, atingindo parlamentares do PL.

Em declaração, Malafaia classificou a operação como uma tentativa de “pescar” informações e disse enxergar motivação política por trás da investigação. O pastor afirmou que o líder do PL tem atuado de forma firme contra decisões do Supremo Tribunal Federal e contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que, segundo ele, teria provocado reação por parte das autoridades.

De acordo com Malafaia, a ação da Polícia Federal representa uma tentativa de silenciar vozes críticas. Ele declarou que o país estaria caminhando para um cenário de restrição à oposição e questionou o fato de o líder do maior partido de oposição na Câmara ser alvo de uma operação policial. O pastor afirmou que o deputado Sóstenes Cavalcante tem se destacado no enfrentamento político e que, por isso, estaria sendo alvo de perseguição.

“Isso é mais uma prova de que estamos a caminho da Venezuela. Querem calar todo mundo que se levanta contra Alexandre de Moraes e o governo Lula. Eles querem calar. Gente, que país é esse?! O líder do maior partido da oposição. Inventam uma operação para tentar pescar coisa para ver se incriminam o cara. Porque Sóstenes tem sido um gigante. Tem batido duro no Alexandre de Moraes e no governo”, disse falou Malafaia ao Metrópoles.

 

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