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Mais de 65 milhões de brasileiros estão fora da força de trabalho, aponta IBGE

É importante destacar que o desemprego, ou melhor, a "desocupação", como define o IBGE, não inclui todos os que estão sem trabalho.

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16 de setembro de 2025 às 14:05   - Atualizado às 14:10

Pessoas pelas ruas do brasil

Pessoas pelas ruas do brasil Foto: Divulgação/ Agência Brasil

Enquanto a taxa de desemprego no Brasil é amplamente discutida nos noticiários, um outro dado chama atenção e revela uma realidade ainda mais complexa: mais de 65 milhões de brasileiros estão fora da força de trabalho. Isso significa que, embora tenham idade para trabalhar (14 anos ou mais), essas pessoas não estão empregadas nem procuram emprego — e, portanto, não entram na conta oficial do desemprego.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizada pelo IBGE, essa parcela da população inclui diferentes perfis, como estudantes que se dedicam exclusivamente aos estudos, donas de casa que não exercem atividade remunerada e pessoas desalentadas — aquelas que desistiram de procurar trabalho por não acreditarem que encontrarão uma oportunidade.

É importante destacar que o desemprego, ou melhor, a "desocupação", como define o IBGE, não inclui todos os que estão sem trabalho. Apenas são considerados desempregados aqueles que não trabalham, estão disponíveis e tomaram alguma providência efetiva para conseguir emprego nos últimos 30 dias.

Esse cenário dos 65 milhões fora da força de trabalho representa um desafio estrutural para o país. Entre os motivos estão a falta de oportunidades formais, barreiras sociais como o cuidado com filhos ou dependentes, dificuldades de mobilidade e até a informalidade, que muitas vezes abriga pessoas em situação vulnerável sem registro ou proteção trabalhista.

Outro ponto crítico é que, entre essas milhões de pessoas, muitas vivem à margem do mercado formal e da política pública de emprego. Em tempos de crise econômica, juros altos e baixa confiança, crescer a força de trabalho ativa e ocupada torna-se ainda mais difícil.

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Compreender quem está fora da força de trabalho é essencial para desenvolver políticas públicas de emprego mais inclusivas, que vão além da criação de vagas e avancem sobre as desigualdades de gênero, idade, território e escolaridade.

Segundo os dados do IBGE para o 2º trimestre de 2025, o Brasil possui 102,3 milhões de pessoas ocupadas, ou seja, trabalhando em alguma atividade remunerada. Já os desocupados, que estão sem trabalho mas em busca de uma ocupação, somam 6,3 milhões de pessoas. Além disso, 65,5 milhões de brasileiros estão fora da força de trabalho, o que inclui estudantes, donas de casa, aposentados, entre outros que não estão procurando emprego. Por fim, 38,6 milhões de pessoas estão abaixo da idade mínima para trabalhar (menores de 14 anos), e portanto não fazem parte da população economicamente ativa.

Tabela com os dados do IBGE – 2º trimestre de 2025 (corrigida)

Categoria Quantidade (em mil pessoas)
Ocupados 102.316
Desocupados 6.253
Fora da força de trabalho 65.510
Abaixo da idade mínima para trabalhar 38.636

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