Presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, 9 de outubro, que está “a poucos dias” de garantir que os bilionários e grandes empresários do país passem a pagar os impostos que considera justos.
A fala aconteceu durante a inauguração da nova fábrica da montadora chinesa BYD, em Camaçari, na Bahia, diante de um público formado por trabalhadores, autoridades e representantes da empresa.
Durante o discurso, Lula voltou a defender uma tributação mais equilibrada entre as classes sociais. Segundo ele, a atual estrutura de impostos penaliza quem vive do trabalho e favorece quem acumula grandes fortunas.
O presidente reforçou que o governo pretende insistir na taxação sobre operações financeiras de bilionários, mesmo após a Câmara dos Deputados barrar a votação da medida provisória que alteraria o modelo de cobrança do IOF.
“Uma parte do Congresso votou contra a taxação que queríamos fazer dos bilionários desse país. E vocês não podem ficar quietos. Se um trabalhador pode pagar 27,5% de imposto de renda, por que um ricaço não pode pagar 18%? Ainda fizemos acordo para 12% e eles não quiseram pagar. Eles podem saber que é uma questão de dias, eles vão pagar o imposto que merecem aqui no Brasil, porque o povo trabalhador não vai deixar isso barato”, disse o presidente.
O presidente também criticou a resistência de setores da elite econômica e parte do Congresso em aprovar medidas voltadas à tributação dos super-ricos. Para ele, esse impasse impede o avanço de políticas sociais e investimentos em áreas estratégicas, como educação e infraestrutura. Lula lembrou que o Brasil ainda carrega uma das cargas tributárias mais desiguais do mundo, com forte peso sobre o consumo e sobre o salário dos trabalhadores.
Durante o evento, Lula também citou o papel da reforma tributária, já aprovada no Congresso Nacional em 2023, como um passo importante, mas ainda insuficiente.
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
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