Fernando Haddad e Lula Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silvia (PT) reforçou as críticas ao atual patamar da Selic durante entrevista no domingo, 15 de dezembro, ao Fantástico.
"A única coisa errada nesse país é a taxa de juros, que está acima de 12%", afirmou na entrevista gravada neste domingo logo após receber alta do Hospital Sírio-Libanês no início da tarde.
Para o presidente, não há justificativa para que a Selic esteja neste nível, já que, segundo ele, a inflação segue "totalmente controlada".
"A irresponsabilidade é de quem aumenta a taxa de juros e não do governo federal, mas vamos cuidar disso", complementou.
Lula rebateu as críticas do mercado financeiro sobre a gestão de gastos públicos, dizendo que é o governo federal quem precisa se preocupar com o assunto.
"Ninguém neste País tem mais responsabilidade fiscal do que eu", afirmou. "Entreguei o Brasil em ótimas condições (nos mandatos anteriores) e vou fazer isso de novo", prometeu.
O petista disse ainda que a proposta para o plano do corte de gastos foi enviado ao Congresso, que tem soberania para mudar o que considerar necessário. O conjunto de medidas que faz parte do pacote tramita no Congresso e a expectativa é de que Câmara e Senado deliberem sobre o assunto neste semana ainda, antes do recesso parlamentar.
Ao ser questionado sobre a reforma tributária, o presidente afirmou que o objetivo do texto não é criar mais impostos.
"Se o Brasil arrecadar corretamente os tributos já existentes, isso será suficiente para cuidar das coisas", afirmou.
Lula informou que pretende discutir as mudanças na reforma propostas pelo Senado, destacando que a medida ainda voltará para a Câmara para ser novamente aprovada.
"Vou conversar com o Haddad e ver o que podemos fazer".
O primeiro texto da reforma tributária foi aprovado semana passada pelo Senado e agora retorna à Câmara, para uma nova análise dos deputados.
A votação do texto pelos deputados também deve ocorrer no decorrer desta semana.
"O que não queremos é uma reforma tributária para aumentar tributos", reforçou.
O presidente ressaltou ainda que os resultados do trabalho do governo virão nos próximos dois anos. Para ele, "tudo que foi planejado pelo governo, até agora, foi cumprido".
"2025 e 2026 serão anos de colheita e as coisas vão acontecer no Brasil", disse.
Estadão Conteúdo
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