Carteira de trabalho digital. Reprodução.
A trajetória do debate sobre o fim da escala 6x1 no Congresso Nacional enfrenta duras críticas de quem entende a realidade do "chão de fábrica" e das contas públicas. De acordo com Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a medida é um "retrocesso populista" que pode custar R$ 267 bilhões ao ano ao setor produtivo. Para a nossa linha editorial, a análise de Alban é precisa: não se cria bem-estar social por decreto. Segundo o portal R7, Alban reforça que essa trajetória de aumento de custos sem contrapartida de eficiência vai asfixiar o microempreendedor, que já opera no limite da sobrevivência financeira em 2026.
A trajetória econômica do Brasil não suporta um choque de custos dessa magnitude. De acordo com o economista e professor da USP, Hélio Zylberstajn, em entrevista à revista Veja, a conta da redução de jornada será paga obrigatoriamente pelo consumidor ou pelo fechamento de vagas. Zylberstajn explica que, sem um aumento de 8,5% na produtividade — algo que o Brasil não entrega há décadas —, a inflação de serviços será inevitável. Conforme indica o Estadão, até mesmo o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, já sinalizou em palestras que a rigidez laboral é um dos maiores entraves para a trajetória de crescimento sustentável do PIB brasileiro.
No setor de comércio e serviços, o tom é de urgência. De acordo com Emerson Casali, consultor de relações do trabalho e especialista em produtividade, a trajetória da proposta ignora a realidade das pequenas empresas. Em análise citada pelo Jornal do Commercio, Casali sustenta que o caminho real para melhorar a vida do trabalhador é a desoneração da folha, permitindo que o empresário invista em salários e não em encargos. Conforme aponta a revista Oeste, o empresariado do setor de bares e restaurantes, representado por lideranças locais, afirma que o fim da escala 6x1 inviabiliza o funcionamento aos finais de semana, destruindo a trajetória de recuperação do setor.
Além do impacto financeiro, há o risco jurídico e estrutural. De acordo com o ministro do TST, Ives Gandra Martins Filho, a trajetória das relações trabalhistas deve priorizar o "negociado sobre o legislado". Segundo a CNN Brasil, o ministro defende que a flexibilidade é o que garante a manutenção do emprego em tempos de crise. Conforme aponta a Folha de Pernambuco, tentar impor um modelo único de jornada para um país continental como o Brasil é, nas palavras de juristas conservadores, um atentado contra a livre iniciativa. Para o Diário de Pernambuco, a trajetória de desenvolvimento do país depende de menos intervenção estatal e mais liberdade para quem produz.
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