Júnior Tércio fala sobre foto de Lula com Deolane. Foto: Divulgação
O deputado estadual Pastor Júnior Tércio comentou nesta quinta-feira, 21 de maio, a prisão da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, realizada durante uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Nas redes sociais, o parlamentar publicou críticas relacionadas ao caso e associou a investigação a nomes ligados ao presidente Lula (PT). Deolane já tirou fotos com Lula e declarou apoio ao petista nas eleições de 2022.
“Sempre um petista envolvido com o crime organizado”, escreveu Júnior Tércio ao comentar a operação policial que resultou na prisão da influenciadora.
“Mais uma vez o Brasil assiste a nomes ligados à esquerda aparecendo em investigações envolvendo crime organizado. Coincidência? O povo já cansou dessas notícias que sempre caminham pro mesmo lado”, continuou o parlamentar.
Na mesma publicação, Júnior Tércio declarou que a população deseja mais transparência e justiça diante das investigações envolvendo organizações criminosas e lavagem de dinheiro. O deputado também criticou possíveis influências do crime organizado dentro da política brasileira.
A prisão de Deolane Bezerra aconteceu em Alphaville, na Grande São Paulo, durante a chamada Operação Vérnix. A investigação mira um suposto esquema financeiro que teria utilizado empresas e terceiros para ocultar patrimônio e movimentar recursos atribuídos ao PCC.
As autoridades cumprem seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão em diversos imóveis ligados aos investigados. Entre os alvos da operação estão Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado pelas autoridades como líder da facção criminosa, o irmão dele, Alejandro Camacho, e outros integrantes da família.
Os investigadores afirmam que uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, teria participado do esquema investigado. Segundo a apuração conduzida pelo Ministério Público, empresas e pessoas físicas teriam ajudado a movimentar recursos de forma fragmentada para dificultar o rastreamento do dinheiro.
De acordo com os investigadores, movimentações financeiras consideradas suspeitas ocorreram entre os anos de 2018 e 2021 envolvendo contas ligadas a Deolane Bezerra. A investigação identificou dezenas de transferências fracionadas destinadas à influenciadora.
Os valores analisados pelas autoridades chegaram perto de R$ 700 mil. Parte das transferências teria saído da conta de um homem da Bahia que recebe salário mínimo. Os investigadores suspeitam que ele atuava como “laranja” dentro do esquema investigado.
O Ministério Público afirma que os valores recebidos não apareceram formalmente nas declarações analisadas durante a investigação. A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 27 milhões em contas ligadas à influenciadora.
A operação também resultou na apreensão de 39 veículos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões. As decisões judiciais relacionadas ao caso já somam mais de R$ 357 milhões em bloqueios patrimoniais envolvendo os investigados.
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