Vereador Eduardo Moura, que pediu impeachment e João Campos, prefeito do Recife. Fotos: Divulgação. Arte: Portal de Prefeitura
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), classificou como oportunismo eleitoral o pedido de impeachment protocolado pela oposição na Câmara Municipal. A iniciativa foi apresentada após a polêmica envolvendo dois candidatos ao cargo de procurador do município durante concurso público.
Um dos candidatos havia se declarado pessoa com deficiência, enquanto outro, que ficou na 63ª colocação, apresentou um atestado médico em 2025, dois anos após a homologação do certame.
Ao comentar o caso, João Campos afirmou que o episódio está sendo explorado politicamente em ano eleitoral.
“Não dá para ver isso sendo tratado com oportunismo eleitoral. Chega ano de eleição, nossos nomes aparecem de forma importante nas pesquisas e algumas pessoas acham que vale o jogo do vale-tudo. Não é assim. Então, vou tratar tudo com seriedade, com respeito e fazendo as coisas como devem ser feitas”, declarou.
A fala ocorreu após a inauguração do segundo parque alagável da cidade, no bairro do Barro, na Zona Oeste do Recife.
O prefeito também destacou sua relação pessoal com a pauta da inclusão e afirmou tratar o tema com responsabilidade.
“Vocês sabem que a causa da pessoa com deficiência é uma causa de vida que eu tenho. Tenho um irmão com síndrome de Down, que amo muito, e sei bem como é importante a gente ter o cuidado relativo a isso”, disse.
Por fim, João Campos demonstrou confiança no Legislativo municipal e afirmou acreditar que a Câmara não se deixará influenciar por disputas eleitorais.
“Eu tenho absoluta confiança na Câmara de Vereadores, que não vai se deixar levar por nenhuma irresponsabilidade eleitoral”, concluiu.
O primeiro dia de 2026 chegou com uma notícia que deixou o prefeito do Recife, João Campos (PSB), em alerta. Através de postagem nas redes sociais, o vereador Eduardo Moura (NOVO) anunciou que está protocolando um pedido de impeachment do prefeito João Campos (PSB). O documento se baseou na nomeação irregular de um candidato no concurso de procurador do município, em desacordo com o edital do certame e em prejuízo a um outro candidato com direito à vaga destinada a Pessoa com Deficiência (PCD).
Após a repercussão negativa do caso, inclusive nacionalmente, aliada à pressão popular, João Campos recuou e decidiu ‘desnomear’ o candidato Lucas Vieira da Silva, que ocuparia a vaga de PCD, mesmo após sucessivas negativas técnicas da Procuradoria do Município.
A nomeação dele foi divulgada no Diário Oficial do último dia 23 de dezembro, mesmo tendo ficado em 63° lugar. O candidato inicialmente nomeado em junho de 2023 foi Marko Venício Batista. Segundo Eduardo Moura, essa ‘furada de fila do concurso’ com o aval do chefe do executivo fez João Campos incorrer em duas práticas criminosas.
“A primeira, o crime de responsabilidade. A segunda, a infração político-administrativa. O concurso aconteceu em 2022, foi homologado em junho de 2023 e o edital virou uma lei. Quando ele descumpre o edital, praticou um ato contra a expressa disposição de lei”, afirma Moura.
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
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