João Campos, prefeito do Recife. Foto: Beto Dantas/Portal de Prefeitura.
A nova pesquisa Datafolha para o Governo de Pernambuco, divulgada nesta sexta-feira, 6 de fevereiro, pelas rádios CBN Recife e CBN Caruaru em parceria com o Blog do Elielson, aponta mudança no cenário eleitoral. O prefeito do Recife, João Campos (PSB), continua à frente nas intenções de voto, mas perdeu pontos em relação ao levantamento anterior. Ao mesmo tempo, a governadora Raquel Lyra (PSD) cresceu e reduziu a distância entre os dois nomes.
Entre os fatos que marcaram o período, ganhou destaque o pedido de impeachment apresentado contra João Campos na Câmara do Recife. O documento acusava o prefeito de crime de responsabilidade e improbidade administrativa por causa de uma nomeação em concurso público para o cargo de procurador do município. O pedido questionava o respeito à ordem de classificação e às regras destinadas às vagas reservadas para pessoas com deficiência. Apesar da repercussão, os vereadores recusaram a abertura do processo.
Além disso, investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado de Pernambuco (MPPE), envolvendo três secretárias municipais também repercutiram no cenário político. O prefeito recorreu ao Supremo Tribunal Federal, e o ministro Gilmar Mendes determinou o trancamento do caso. Mesmo com a decisão favorável às secretárias, o episódio gerou críticas à administração municipal. Segundo os dados apresentados, esses acontecimentos coincidiram com a queda de seis pontos de João Campos na pesquisa, enquanto Raquel Lyra avançou quatro pontos no mesmo período.
No cenário estimulado, João Campos aparece com 47% das intenções de voto, enquanto Raquel Lyra registra 35%. Em outubro de 2025, o prefeito somava 53% e a governadora tinha 31%. Os números indicam uma redução da diferença entre os dois candidatos, que caiu de 22 para 12 pontos percentuais no período analisado. A movimentação chama atenção porque ocorre em meio a episódios recentes que colocaram a gestão municipal sob pressão política.
A pesquisa também simulou um possível segundo turno entre os dois nomes mais citados. Nesse cenário, João Campos alcança 53% das intenções de voto, enquanto Raquel Lyra registra 40%. O prefeito ainda mantém vantagem, mas a distância também diminuiu quando comparada ao levantamento anterior. Em outubro, o placar marcava 58% para João contra 35% para a governadora, o que representava uma diferença maior do que a observada agora.
Os números revelam uma disputa mais equilibrada em relação ao cenário anterior. A redução da vantagem indica mudanças na percepção do eleitorado ao longo dos últimos meses. O crescimento de Raquel Lyra e a queda de João Campos aparecem como movimentos simultâneos dentro do levantamento divulgado.
O Datafolha ouviu 1.022 pessoas entre os dias 2 e 4 de fevereiro de 2026. O levantamento apresenta margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral consta sob os números PE-09595/2026 e BR-06559/2026.
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
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