A avaliação entre interlocutores do governo é de que o assunto continuará sendo explorado nos próximos meses, principalmente em razão dos possíveis impactos econômicos sobre setores da indústria, do agronegócio e das exportações brasileiras
Lula e Flávio Bolsonaro Foto: Reprodução
Integrantes da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), avaliam que a decisão do governo dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros deverá ganhar espaço no debate eleitoral de 2026. Nos bastidores do Palácio do Planalto, a expectativa é de que o tema seja utilizado pelo presidente como um dos principais argumentos políticos durante a campanha presidencial.
De acordo com aliados do petista, Lula deve manter o discurso de que a medida anunciada pela gestão do presidente norte-americano Donald Trump está relacionada à atuação política do grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Nesse contexto, a estratégia também inclui direcionar críticas ao pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, apontando-o como corresponsável pelo cenário que resultou na adoção das tarifas pelos Estados Unidos.
A avaliação entre interlocutores do governo é de que o assunto continuará sendo explorado nos próximos meses, principalmente em razão dos possíveis impactos econômicos sobre setores da indústria, do agronegócio e das exportações brasileiras. A expectativa é de que o debate ultrapasse o campo diplomático e passe a ocupar espaço central na disputa eleitoral.
Aliados de Lula acreditam que o chamado tarifaço norte-americano obrigará os principais nomes que pretendem disputar a Presidência da República a apresentar propostas para enfrentar os efeitos da medida. Entre os temas que devem ganhar destaque estão alternativas para restabelecer o diálogo comercial com os Estados Unidos, reduzir os impactos sobre a economia brasileira e proteger empresas e trabalhadores afetados pelas novas tarifas.
Na avaliação de integrantes do governo, a política externa e as relações comerciais internacionais tendem a assumir maior relevância na campanha presidencial, especialmente se os reflexos econômicos da decisão norte-americana se intensificarem.
Enquanto o Palácio do Planalto acompanha os desdobramentos da medida e estuda possíveis respostas, o tema já começa a movimentar os bastidores da sucessão presidencial, ampliando a expectativa de que as discussões sobre comércio exterior, diplomacia e economia ocupem posição de destaque no debate entre os pré-candidatos ao Palácio do Planalto.
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Os dados indicam que o formato, ainda sem regulamentação específica na legislação eleitoral, continua sendo adotado por grupos que buscam ampliar a representação política.
Durante a entrevista, a candidata também relembrou iniciativas de sua passagem pela Câmara dos Deputados.
Grupo de militares visitou o comitê dos parlamentares nesta quinta-feira (27) para confirmar o suporte.
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