20 de fevereiro de 2024 às 10:51
As declarações do presidente Lula comparando a guerra em Gaza ao Holocausto, além de toda a polêmica no meio político e diplomático, também foram amplamente criticadas nas redes sociais.
De acordo com um estudo feito pela consultoria Ativa Web, dos 3,9 milhões de comentários sobre o assunto em Facebook, Instagram e X (antigo Twitter) até a noite desse domingo, 18 de fevereiro, 81% das reações foram negativas, 5% foram positivas e 14%, neutras.
Dos seis assuntos mais comentados nas redes sociais, quatro se referiam à fala do presidente: “Israel”, “Lula”, “Hamas” e “Netanyahu”.
Após a fala do presidente brasileiro, Israel declarou que o petista não é bem-vindo no país (persona non grata) até que faça retratações. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, considerou as palavras de Lula como “vergonhosas e graves” e disse que elas “cruzaram uma linha vermelha”.
Já o Hamas, grupo extremista que controla a Faixa de Gaza e está em guerra com Israel desde outubro de 2023, agradeceu as declarações do brasileiro.
Do lado de cá, o Assessor-Chefe da Assessoria Especial do Presidente da República, Celso Amorim disse que ‘existe zero possibilidade de o presidente Lula pedir desculpas’. O petista mandou chamar de volta o embaixador do Brasil em Israel.
O pronunciamento do presidente Lula (PT), no qual ele comparou as ações de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto comandado por Hitler, levou à união de mais de cem assinaturas na Câmara dos Deputados, solicitando o impeachment de Lula. A Câmara possui 513 cadeiras no total, este número representa um recorde na legislatura atual.
No mínimo, 108 parlamentares, incluindo membros de partidos que fazem parte da base do presidente, assinaram a solicitação de afastamento que deverá ser protocolada nesta terça-feira, 20 de fevereiro, pela deputada Carla Zambelli (PL-SP).
A justificativa é que o presidente teria exposto o Brasil ao perigo de guerra, o que seria passível de crime de responsabilidade. O grupo extremista que está em guerra contra Israel, agradeceu a declaração feira por Lula.
Em junho de 2023, questões diplomáticas provocaram outro pedido de impeachment contra o presidente Lula.
Deputados solicitaram seu afastamento após o petista convidar Nicolás Maduro para uma agenda no Brasil e afirmar que a Venezuela estava sendo alvo de “narrativas” construídas por opositores.
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