Esther Dweck destacou que a reforma administrativa, defendida por setores da classe política e empresarial, deve ter como objetivo melhorar a prestação de serviços públicos, e não apenas economizar recursos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a ministra da Gestão, Esther Dweck. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não tem como prioridade a redução do Estado para cortar despesas.
Em entrevista, Dweck destacou que a reforma administrativa defendida por setores da classe política e empresarial deve ter como objetivo melhorar a prestação de serviços públicos, e não apenas economizar recursos.
Dweck argumentou que a digitalização dos serviços públicos pode reduzir custos de maneira mais eficiente do que cortes de pessoal.
"Eu acho que o digital, por exemplo, tem muito mais capacidade de redução de custos. Mas a gente também está fazendo muita coisa. O próprio dimensionar bem a força de trabalho é uma lógica interessante de pensar onde que eu preciso realmente de pessoas", afirmou a ministra.
Ela ainda enfatizou que o foco do governo não é reduzir o tamanho do Estado:
"O nosso foco de transformação do Estado é melhorar a prestação de serviço público. Muitas vezes a gente vê a cobrança de quem, na verdade, não tem esse foco, tem foco é na redução do Estado. Aí essa, realmente, a gente não vai atender a essa demanda", declarou.
Na semana passada, a ministra apresentou ações do governo a representantes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em reunião com empresários dos setores da indústria, comércio e serviços. No encontro, Dweck destacou a necessidade de um Estado forte e estruturado para atender às demandas do setor privado.
"Aí a gente fala: para isso, eu preciso de gente. Para isso, eu preciso de um Estado que funcione. Para isso, eu preciso de uma transformação digital. Então, eles totalmente concordaram que a transformação do Estado é necessária. Não é menos Estado", afirmou a ministra, acrescentando que “existe um mito do Estado inchado”.
Dweck também comentou sobre os reajustes pactuados com servidores do Executivo federal em 2024. Segundo ela, a gestão Lula reabriu as negociações com as categorias após anos sem diálogo.
"Parte da inflamação da reclamação é porque eles sabem que eles estão em um governo onde eles podem reclamar, que a reclamação será ouvida e terá eco, mas a gente conseguiu completar o ciclo", disse.
Ela ainda reconheceu que os servidores tiveram perdas salariais ao longo dos últimos anos, mas afirmou que os reajustes foram fruto de um acordo equilibrado:
"Como toda negociação, nunca é o que a carreira quer, nem nunca é o que o governo propôs inicialmente, foi o meio-termo", concluiu.
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