Lula ao lado dos novos presidentes da Câmara Federal e Senado Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um balanço positivo dos dois anos de seu governo em mensagem enviada ao Congresso Nacional nesta segunda-feira, 3 de fevereiro, durante a sessão de abertura dos trabalhos legislativos.
Segundo ele, os avanços obtidos até agora demonstram um cenário de recuperação e crescimento para o país.
A solenidade foi conduzida pelo novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), eleito para o cargo no último sábado.
Além disso, o evento contou com a presença do também novo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Roberto Barroso.
Além dessas autoridades, ministros do governo federal, como Rui Costa (Casa Civil), representando Lula, também participaram da cerimônia. O plenário, por sua vez, registrou a presença expressiva de parlamentares.
O envio da mensagem, como ocorre todos os anos, representa um rito tradicional da retomada dos trabalhos do Congresso.
Dessa forma, o documento, que possui mais de 600 páginas, apresenta um relato detalhado da situação econômica, social e política do país.
"Estamos comemorando os menores índices de pobreza da série histórica. A extrema pobreza caiu para 4,4%, ficando, pela primeira vez, abaixo de 5%. Nesses dois anos, o Brasil ficou menos pobre e menos desigual, com aumento dos salários, maior renda do trabalho e distribuição de renda mais justa. Cuidamos também para que oportunidades e direitos fossem ampliados", diz Lula no trecho de abertura da mensagem presidencial, lida pelo primeiro-secretário da Câmara dos Deputados, Carlos Veras (PT-PE).
O presidente também enfatizou os avanços no combate à fome, relembrando os desafios encontrados no início de seu governo.
"Quando assumimos a presidência, o Brasil estava de novo no Mapa da Fome, com 33 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar. Em apenas dois anos, 24,4 milhões de brasileiros ficaram livres do pesadelo da fome. Chegaremos a 2026 tendo retirado o país, mais uma vez, do Mapa da Fome", afirma outro trecho do texto.
Além disso, Lula destacou a reafirmação da democracia e o fortalecimento das relações institucionais entre os Poderes.
"Nestes dois anos de governo, reafirmamos nosso compromisso com a democracia, o respeito às instituições e a relação harmoniosa entre os Poderes. Reafirmamos também o compromisso de promoção do desenvolvimento econômico com a inclusão social", observou.
O presidente ainda mencionou a recuperação econômica e os indicadores positivos que marcaram o período recente.
"A economia cresce mais, com mais investimentos, consumo, exportações e inovação. A indústria e o agronegócio estão mais fortes. A produtividade aumentou e o desemprego caiu. Em 2023, o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 3,2%, quatro vezes acima da projeção do mercado. Para 2024, a projeção atual aponta para um crescimento de 3,5%, um dos maiores do mundo", prosseguiu o presidente.
O texto de apresentação da mensagem dá ênfase ao balanço da gestão, trazendo uma série de números que demonstram os impactos dos programas econômicos e sociais do governo federal.
Além do crescimento econômico, Lula ressaltou a importância do papel internacional do Brasil nos próximos anos.
Para 2025, a mensagem destaca o protagonismo do país devido aos eventos que serão sediados em território nacional.
Entre eles, a Cúpula dos Brics, que ocorrerá em julho no Rio de Janeiro, e a 30ª Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém.
Vale destacar que, pela primeira vez, a Amazônia será o cenário das discussões sobre questões ambientais em nível global.
Outro ponto de destaque na mensagem foram os avanços em acordos comerciais.
"Com a volta do Brasil ao cenário internacional, abrimos mais de 300 novos mercados para nossos produtos no exterior. E o mais importante: concluímos as negociações para o acordo Mercosul-União Europeia, depois de 25 anos de tratativas", afirmou o presidente.
Lula também ressaltou a relação produtiva mantida com o Congresso Nacional ao longo do último ano.
"Aprovamos o dobro de projetos prioritários em comparação com 2023. O conjunto de medidas fiscais e a regulamentação da reforma tributária são exemplos que ilustram a relação construtiva entre Executivo e Legislativo", destacou.
Por fim, o presidente reafirmou seu compromisso com a responsabilidade fiscal para os próximos anos.
"Em 2025, continuaremos a pautar nossa gestão pelo compromisso com o equilíbrio fiscal. Isso está expresso na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), assim como no conjunto de medidas fiscais enviadas em novembro de 2024 ao Congresso Nacional, que permitirão economizar R$ 70 bilhões em 2025 e 2026", acrescentou.
Com essas declarações, a mensagem de Lula ao Congresso buscou enfatizar tanto os avanços de seu governo quanto os desafios futuros, reforçando o compromisso com o crescimento sustentável e a inclusão social.
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