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Gastos do governo Lula chegam a R$ 62,5 bilhões em 2024; aumento é de 3,1%

O montante inclui despesas com serviços terceirizados, gasolina, diárias, passagens e aluguéis.

Ricardo Lélis

10 de fevereiro de 2025 às 17:07   - Atualizado às 17:07

Presidente Lula.

Presidente Lula. Foto: Reprodução / Agência Brasil

Os custos da máquina pública federal alcançaram R$ 62,5 bilhões em 2024, representando um aumento real de 3,1% em relação ao ano anterior, quando os gastos somaram R$ 60,6 bilhões.

 O Poder360 realizou o levantamento com base em dados do Tesouro Nacional. O montante inclui despesas com serviços terceirizados, gasolina, diárias, passagens e aluguéis.

O custo registrado em 2024 é o maior desde 2019, quando atingiu R$ 63,1 bilhões. O pico histórico das despesas ocorreu em 2016, totalizando R$ 74,6 bilhões em valores corrigidos pela inflação.

Entre os gastos detalhados, as despesas com diárias e passagens somaram R$ 3,58 bilhões em 2024, um crescimento real de 2,9% em comparação a 2023.

 Esse foi o maior valor desde 2014, considerando a inflação até dezembro de 2024. Os custos recorrentes com servidores públicos da União também cresceram e chegaram a R$ 370,6 bilhões em 2024.

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Esse foi o maior valor desde 2021, quando o total chegou a R$ 389,1 bilhões. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumentou os gastos com pessoal e encargos sociais pelo segundo ano consecutivo.

Gastos com servidores

Em 2024, o governo federal encerrou o ano com 574.930 servidores públicos ativos, um aumento de 0,53% em relação a 2023, quando havia 571.873 servidores.

Esse é o maior contingente de funcionários desde 2021, quando o governo contava com 583.674 trabalhadores.

Por dois anos seguidos, a máquina pública cresceu, coincidindo com o retorno de Lula ao Planalto.

O Painel Estatístico de Pessoal, do governo federal, registrou os dados. Em 2023, a alta no número de servidores interrompeu uma sequência de cinco anos de queda no quadro de funcionários ativos.

O aumento nos dois últimos anos indica uma reversão da política de não reposição de servidores aposentados.

O contingente de funcionários deve crescer ainda mais com a contratação dos aprovados no "Enem dos Concursos", que ofertou 6.640 vagas no certame realizado em 2023.

O maior número de servidores públicos ocorreu em 2017, durante o governo de Michel Temer (MDB), com 634.157 trabalhadores.

O menor patamar do século 21 foi em 2002, no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), com 493.272 servidores ativos.

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