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Gleisi Hoffmann afirma que Lula vai assinar pacto de enfrentamento ao feminicídio

O acordo simboliza um compromisso dos Três Poderes no sentido de adotar medidas em defesa das mulheres.

28 de janeiro de 2026 às 13:41   - Atualizado às 13:43

Lula e Gleise Hoffomann.

Lula e Gleise Hoffomann. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará na próxima quarta-feira, 4 de fevereiro, um pacto de enfrentamento ao feminicídio junto aos chefes dos Três Poderes.

Essa é uma pauta que Lula tem se envolvido desde o fim do ano passado, diante de inúmeros casos atrozes de feminicídios e de violência contra mulheres. O pacto, segundo Gleisi, simboliza um compromisso dos Três Poderes no sentido de adotar medidas no enfrentamento ao feminicídio. Não há, no momento, porém, ações práticas que serão anunciadas.

"Outra coisa importante também, que vai envolver o Legislativo, que vai envolver o Judiciário, é a assinatura do Pacto de Enfrentamento ao Feminicídio. Nós vamos fazer no dia 4 de fevereiro uma assinatura de um pacto, como nós fizemos um pacto em defesa da democracia, em um pacto pela transformação ecológica", disse a ministra.

"Os Três Poderes vão assinar, é um compromisso de colocarmos ações e práticas que efetivamente façam o enfrentamento ao feminicídio. Nós estamos indo para esse enfrentamento, e isso tem preocupado muito a sociedade", completou.

A declaração de Gleisi foi dada em uma conversa com jornalistas na manhã desta quarta-feira, 28 de janeiro. Essa pauta ganhou espaço nos discursos de Lula por influência da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja. Também se trata de um assunto com apelo diante do eleitorado.

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Outra pauta que o presidente deve encampar em meio à pré-campanha eleitoral é a do fim da escala de trabalho 6x1. Gleisi disse que essa será "uma das prioridades" do governo neste ano e que o Palácio do Planalto estuda enviar uma proposta unificada sobre o assunto.

"Conversei com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre o projeto de lei pelo fim da escala 6x1, ele é muito simpático em colocar para tramitar, mas nunca nos disse que garantia a aprovação. Sempre nos disse que colocaria em discussão e nós trabalhamos pela aprovação. Para mim, o fim da escala 6x1 é como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Todo mundo achava que era impossível aprovar onerando o andar de cima. E foi um projeto que aprovamos por unanimidade. Quando você tem a opinião pública, a Casa se mostra sensível", afirmou a ministra.

Estadão Conteúdo

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