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Gastos com viagens somam R$ 7 bilhões no terceiro mandato de Lula

Os números consideram despesas realizadas por ministérios e órgãos federais e não incluem viagens feitas diretamente pelo presidente da República.

Redação

27 de janeiro de 2026 às 12:01   - Atualizado às 12:03

Gastos com viagens somam R$ 7 bilhões no terceiro mandato de Lula.

Gastos com viagens somam R$ 7 bilhões no terceiro mandato de Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Os gastos do Governo Lula com viagens a serviço alcançaram aproximadamente R$ 7 bilhões nos três primeiros anos do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dados constam no Portal da Transparência e integram um levantamento analisado pelo site Metrópoles. Os números consideram despesas realizadas por ministérios e órgãos federais e não incluem viagens feitas diretamente pelo presidente da República.

De acordo com os dados oficiais, somente em 2025 o governo desembolsou R$ 2,35 bilhões com passagens, diárias e outros custos relacionados a deslocamentos a serviço. O valor representa uma leve redução de cerca de 1% em relação ao ano anterior, quando as despesas chegaram a R$ 2,37 bilhões. Mesmo com essa pequena queda, o montante segue elevado quando comparado a períodos anteriores da administração federal.

A média de gastos registrada durante o terceiro mandato de Lula permanece superior à observada em governos passados. Entre 2015 e 2025, a soma das despesas com viagens a serviço no âmbito do governo federal chegou a R$ 16,1 bilhões. Esse intervalo inclui diferentes gestões e contextos políticos e econômicos, o que permite observar variações significativas no volume de recursos destinados a esse tipo de despesa ao longo do tempo.

Um dos pontos de maior contraste aparece em 2020, ano marcado pelo auge da pandemia da covid-19. Naquele período, o governo federal registrou o menor gasto com viagens a serviço da série analisada, totalizando R$ 545 milhões. Na época, Jair Bolsonaro (PL) ocupava a Presidência da República, e as restrições sanitárias reduziram drasticamente deslocamentos, eventos presenciais e compromissos oficiais em todo o país.

O levantamento mostra que, após o período mais crítico da pandemia, os gastos voltaram a crescer de forma consistente. A retomada de agendas presenciais, compromissos administrativos, reuniões institucionais e atividades externas de ministérios e autarquias impulsionou novamente as despesas com deslocamentos. No atual governo, esses custos se mantiveram em patamar elevado ao longo dos primeiros anos do mandato.

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