O parlamentar afirmou que o problema, antes concentrado principalmente na área central da cidade, está presente em diferentes bairros da capital pernambucana.
09 de setembro de 2026 às 07:50 - Atualizado às 07:54
O líder da oposição na Câmara Municipal do Recife, vereador Felipe Alecrim (Novo). Foto: Divulgação
O líder da oposição na Câmara Municipal do Recife, vereador Felipe Alecrim (Novo), utilizou a tribuna da Casa para criticar o que classificou como abandono da população em situação de rua pela Prefeitura do Recife. O parlamentar afirmou que o problema, antes concentrado principalmente na área central da cidade, está presente em diferentes bairros da capital pernambucana.
Durante o discurso, Alecrim cobrou a implantação de políticas públicas estruturantes voltadas às pessoas que vivem nas ruas e afirmou que a gestão municipal não possui projetos capazes de reduzir o número de famílias nessa condição.
“Infelizmente, em cada bairro que nós passamos aqui na nossa cidade, temos famílias inteiras vivendo nas ruas. O mais agravante é que a prefeitura não tem um projeto que possa mudar essa realidade. Eu lanço um desafio a qualquer vereador da situação que venha debater comigo e apresente um projeto que tenha tido sucesso e que tenha reduzido a quantidade de pessoas em situação de rua”, afirmou.
Felipe Alecrim também criticou a estrutura dos equipamentos públicos destinados ao atendimento da população em situação de rua. Segundo o vereador, a rede municipal enfrenta dificuldades para oferecer assistência adequada.
“A gente vê um Centro Pop que não funciona, um abrigo que não funciona, um CRAS que não tem gente suficiente para atender, unidades de saúde que não estão preparadas para lidar com essas pessoas. Ninguém escolhe viver nas ruas e dormir nas calçadas. Mas acontece que o poder público tem negligenciado essa realidade”, declarou.
O parlamentar citou ainda requerimentos de sua autoria aprovados pela Câmara Municipal do Recife. Entre as propostas, está a criação de um espaço destinado à higiene e ao acolhimento de pessoas em situação de rua.
“A ideia é que as pessoas pudessem ter um lugar para tomar banho, para lavar a roupa, mas, acima de tudo, para se sentir acolhida, com psicólogo, assistente social e equipe multidisciplinar”, explicou.
Alecrim também defendeu a produção de dados consolidados sobre a população em situação de rua e afirmou que a ausência de um censo institucionalizado dificulta a elaboração de políticas públicas.
Ao mencionar iniciativas desenvolvidas por instituições religiosas e voluntários, o vereador citou a Casa do Pão como exemplo de trabalho social realizado na cidade. Segundo ele, essas entidades atuam em áreas onde o poder público deveria ampliar a presença.
“O único trabalho de ação social que funciona é aquilo que a igreja e as instituições realizam. A gente não vê a prefeitura tocar um projeto sequer para transformar essa realidade. A gestão está muito mais preocupada com publicidade, com festa e com propaganda, deixando de lado aquilo que é realmente essencial”, concluiu.
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Segundo a defesa, a mulher deixou a unidade prisional para cumprir a pena em prisão domiciliar, com monitoramento por tornozeleira eletrônica.
A iniciativa não prevê reajuste automático. Conforme o texto apresentado, sua implementação dependeria da adesão de cada município e da aprovação de legislação municipal específica.
O pedido menciona a necessidade de um período de transição adequado, visando à segurança jurídica.
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