Joe Biden e Vladimir Putin. Foto: Reprodução/Internet
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, em entrevista ao jornal turco Hürriyet, fez um alerta nesta sexta-feira, 1º de novembro, sobre a escalada de tensões entre Moscou e Washington, afirmando que a Rússia e os Estados Unidos estão próximos de um “conflito militar direto”.
A declaração veio poucos dias antes das eleições presidenciais americanas e foi direcionada às políticas do atual presidente Joe Biden, que, segundo ministro, teria "elevado a 'russofobia' nos Estados Unidos ao extremo".
Questionado sobre o impacto das eleições americanas, Lavrov sugeriu que o resultado entre a vice-presidente democrata Kamala Harris e o ex-presidente republicano Donald Trump traria pouca diferença para a política externa dos EUA em relação à Rússia.
“Não importa quem ganhe as eleições, não acreditamos que a inclinação antirrussa dos Estados Unidos possa mudar”, afirmou. Ele relembrou ainda que, durante o governo Trump, foi imposto um número recorde de sanções antirrussas.
A relação entre Trump e o presidente russo, Vladimir Putin, tem sido frequentemente especulada. Embora Trump tenha feito comentários em apoio a Putin e ao interesse em pôr fim ao conflito na Ucrânia, Lavrov enfatizou que isso não se traduziu em uma relação próxima ou amistosa entre os dois líderes.
Em contato com a CNN Brasil, o analista internacional Lourival Sant’Anna abordou as diferenças fundamentais entre os dois principais partidos políticos dos Estados Unidos, os republicanos e os democratas, em uma análise sobre o impacto dessas distinções na disputa presidencial americana.
Sant’Anna destacou que o ponto central de divergência entre os partidos reside na forma como cada um enxerga o papel do Estado na economia e em questões sociais, com os democratas adotando uma postura de maior intervenção estatal e os republicanos promovendo uma visão de governo mais reduzido, principalmente no campo econômico.
Segundo o analista, uma das críticas centrais que os democratas têm feito ao candidato republicano e ex-presidente Donald Trump está na promessa deste de manter uma política de redução de impostos que, segundo eles, beneficia predominantemente os bilionários e as grandes empresas.
Em contraste, a proposta dos democratas, que tem Kamala Harris como representante, inclui cortes de impostos para aqueles que ganham menos de US$ 400 mil por ano, como uma forma de aliviar o custo de vida para a classe média e baixa. Esse enfoque reflete, de acordo com Sant’Anna, o compromisso dos democratas em utilizar o poder do Estado para combater a desigualdade, promovendo políticas fiscais que favorecem as famílias de menor renda.
No entanto, a diferença entre republicanos e democratas não se limita à esfera econômica. Sant’Anna também ressalta a abordagem dos republicanos em relação à intervenção estatal em questões culturais e morais, contrastando com a defesa democrata de liberdades individuais em temas como direitos reprodutivos e liberdade sexual. Para exemplificar essa postura conservadora, o analista mencionou J.D. Vance, vice na chapa de Trump, que adota uma posição restritiva em relação a temas como o aborto e os direitos familiares, temas que encontram forte apoio entre a base republicana e refletem o conservadorismo social do partido.
No âmbito da educação, Sant’Anna observou que os democratas defendem uma abordagem mais inclusiva, que incorpora discussões sobre questões raciais e de gênero no currículo escolar. Esse posicionamento vai ao encontro do compromisso do partido com a diversidade e a inclusão, elementos que consideram fundamentais para uma educação moderna e reflexiva das múltiplas identidades culturais dos Estados Unidos. Para os democratas, a presença do Estado nessas áreas é essencial para assegurar o acesso universal e igualitário à saúde e à educação de qualidade, em oposição à visão republicana, que acredita que o Estado deve reduzir sua presença e permitir que as famílias tenham mais controle sobre o que é ensinado nas escolas.
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