Na imagem, o mapa da Amazônia Legal com informações incorretas elaborado pelo IBGE Foto: Divulgação
O Brasil tem manifestado interesse em desenvolver um GPS nacional, como forma de garantir maior soberania tecnológica, estratégica e de dados. No entanto, um erro recente no mapa oficial da Amazônia Legal divulgado pelo IBGE causou surpresa e críticas à precisão das informações geográficas divulgadas pelo instituto.
O mapa, publicado em 2024, apresentava a troca das siglas de Mato Grosso (MT) e Mato Grosso do Sul (MS). Além disso, o Acre, um dos nove estados que compõem a Amazônia Legal, foi o único que não teve sua sigla identificada no material. O documento, que deveria ser referência técnica e institucional, acabou sendo retirado do site do IBGE após a repercussão do erro.
O episódio acontece em um momento importante: o governo brasileiro tem defendido a criação de um GPS nacional, baseado em infraestrutura própria, para reduzir a dependência de sistemas estrangeiros e ampliar a capacidade de monitoramento e defesa do território. Para isso, a precisão dos dados geográficos e cartográficos é essencial.
Especialistas da área chamam atenção para a gravidade do erro, considerando que projetos de geolocalização e navegação, como um sistema de GPS próprio, exigem altíssimo grau de exatidão cartográfica. Trocar a sigla de estados vizinhos e omitir informações básicas em mapas oficiais compromete a confiança na base técnica que serve de suporte para decisões estratégicas.
A Amazônia Legal, que representa cerca de 59% do território brasileiro, é um dos principais pontos de interesse nacional em termos de biodiversidade, recursos naturais e segurança. Qualquer iniciativa tecnológica, como o desenvolvimento de um GPS nacional, deve estar ancorada em dados confiáveis e atualizados. Esse tipo de falha pode não apenas comprometer a credibilidade do IBGE, mas também atrasar políticas públicas que dependem dessas informações para planejamento e execução.
O erro no mapa da Amazônia Legal é um alerta para a importância de revisão e controle de qualidade mais rigorosos nos materiais institucionais. E reforça o desafio que o país enfrenta ao tentar unir ambição tecnológica com precisão e responsabilidade na produção de dados.
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