Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a biometria é obrigatória para qualquer operação eleitoral, como alistamento, transferência ou revisão de dados.
Aplicativo e-Título. Foto: Divulgação/TSE
Eleitoras e eleitores que precisam emitir o primeiro título, transferir o domicílio eleitoral ou atualizar dados cadastrais têm até 6 de maio para regularizar a situação com a Justiça Eleitoral.
A partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado, e os serviços só serão retomados após as eleições de 2026.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a biometria é obrigatória para qualquer operação eleitoral, como alistamento, transferência ou revisão de dados. Sem o cadastro biométrico, esses procedimentos não podem ser concluídos dentro do prazo.
Para o dia da votação, porém, a regra é diferente. A ausência de biometria não impede o voto, desde que o título esteja regular. Nesse caso, o eleitor poderá votar normalmente mediante apresentação de um documento oficial com foto.
É possível solicitar o primeiro título eleitoral a partir dos 15 anos de idade, embora o voto só possa ser exercido por quem tenha 16 anos completos na data da eleição. Para eleitores entre 16 e 18 anos, o voto é facultativo; a partir dos 18, obrigatório
A solicitação do título pode ser feita pela internet, mas também deve ser finalizada presencialmente, especialmente para o registro biométrico.
Com o fechamento do cadastro eleitoral em maio, o atendimento biométrico também será suspenso. Por isso, eleitores que ainda não têm biometria devem iniciar o atendimento até o início de abril, por meio do sistema de Autoatendimento Eleitoral, e concluir a etapa presencial até 6 de maio, em um cartório eleitoral.
O cadastro biométrico pode ser iniciado online, nos sites do TSE ou dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), mas exige comparecimento presencial para a coleta das digitais, fotografia e assinatura.
A biometria é o registro de características físicas únicas do eleitor. Na Justiça Eleitoral, o procedimento inclui a coleta das impressões digitais dos dez dedos, fotografia digital para reconhecimento facial e assinatura eletrônica.
De acordo com a Justiça Eleitoral, o objetivo é reforçar a segurança do processo, impedir que uma pessoa vote no lugar de outra e evitar duplicidade de registros no cadastro nacional de eleitores.
No dia agendado, é necessário apresentar documento oficial com foto e comprovante de residência recente.
Eleitores que não regularizam o título podem enfrentar restrições no acesso a serviços públicos, como ingresso ou renovação de matrícula em universidades públicas, posse em cargos públicos, obtenção de empréstimos em instituições financeiras públicas e emissão de documentos. No caso do passaporte, a restrição não se aplica a brasileiros que vivem no exterior e precisam retornar ao País.
O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro, quando serão escolhidos presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais. Caso haja segundo turno, a votação ocorrerá em 25 de outubro.
Estadão Conteúdo
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