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Eleições 2026: entenda a escolha de Gilberto Kassab como vice de Caiado na chapa presidencial

A definição foi anunciada Em ato na sede do PSD, em Brasília, na quarta-feira, 1° de julho.

Ricardo Lélis

02 de julho de 2026 às 21:13   - Atualizado às 21:13

Gilberto Kassab e Ronaldo Caiado.

Gilberto Kassab e Ronaldo Caiado. (Foto: Divulgação/ PSD)

A indicação de Gilberto Kassab para compor a chapa presidencial do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado é tratada dentro do PSD como uma tentativa de fortalecer a articulação política da campanha.

A avaliação interna é que o presidente da legenda, agora pré-candidato a vice-presidente, poderá usar sua influência para consolidar os palanques estaduais de Caiado. Ao mesmo tempo, manterá aberta a possibilidade de uma composição com outro partido.

Um aliado próximo de Kassab ressalta que a indicação teve motivação política, e não eleitoral, já que o dirigente não é visto como alguém capaz de agregar votos.

A missão de Kassab será principalmente costurar os palanques estaduais da chapa, sobretudo no Nordeste, onde parte da sigla sinaliza apoio ao presidente Lula (PT).

Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) tem dito que tem autonomia para escolher o caminho do partido no Estado. Ela tentou convencer o PT a apoiá-la e ter palanque duplo no Estado, mas Lula acabou declarando apoio a João Campos (PSB).

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Apesar disso, a governadora deve seguir fazendo acenos ao presidente e destacando entregas feitas em parceria com o governo federal.

Na Bahia, o PSD apoiará a reeleição de Lula. Horas após o anúncio que Kassab seria o vice, o senador Otto Alencar participou de um evento com o presidente da República e disse que segue fiel ao petista. Alencar comanda o PSD baiano.

Nos bastidores, a avaliação é que a presença de Kassab na chapa, além de dar respaldo partidário à candidatura de Caiado, aumenta a pressão sobre correligionários que resistem a apoiá-lo em alguns Estados.

Isto é, com Kassab na chapa, candidatos do partido que flertam com outros presidenciáveis terão de reavaliar a estratégia, visto que deixar de subir no palanque de Caiado passará a significar também rejeitar dar palanque ao próprio presidente da sigla.

Em conversa com jornalistas na quarta-feira, 1º, Kassab afirmou que não há crise na campanha de Caiado pela ausência de palanques de governadores estaduais do PSD e que o partido respeitará as circunstâncias locais.

Ele citou a necessidade de o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, construir sua própria candidatura ao governo fluminense e declarou torcer pela reeleição da governadora Raquel Lyra, cujo nome, segundo ele, será incorporado à campanha presidencial.

Outra interpretação é que a indicação de Kassab mantém aberta a possibilidade de uma composição com outro partido.

Como presidente nacional do PSD, Kassab não representaria um obstáculo caso a legenda decidisse negociar a vaga de vice. Os partidos têm até 15 de agosto para registrar os candidatos na Justiça Eleitoral.

Integrantes da campanha têm dito que novos desdobramentos do Caso Master podem provocar uma reviravolta na corrida eleitoral, enfraquecendo - ou até inviabilizando - a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje o nome da oposição mais bem colocado nas pesquisas. Nesse contexto, poderia ganhar força a hipótese de uma composição entre PSD e PL, por exemplo.

Há uma última avaliação, compartilhada tanto dentro quanto fora do PSD, de que Kassab, por ter boa interlocução junto ao empresariado, poderá contribuir para ampliar a arrecadação da campanha de Caiado.

Segundo apurou o Estadão, Kassab já afirmou a correligionários que o partido pretende investir boa parte de seus recursos na eleição para a Câmara, visto que o cálculo de distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral leva em consideração os votos para a Câmara.

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