O vereador diz saber o nome da profissional envolvida na gravação, mas decidiu não divulgar ao alegar que seu objetivo não é atacar servidores e sim denunciar irregularidades.
A imagem ilustra Eduardo Moura ao lado da policlínica Barros Lima. Foto: Divulgação
O vereador Eduardo Moura (Novo) criticou duramente a Prefeitura do Recife após a divulgação de um áudio em que uma gestora de uma unidade de saúde orienta funcionários a dificultarem a fiscalização de vereadores.
O parlamentar classificou a situação como uma tentativa da gestão do prefeito João Campos de ocultar a realidade enfrentada pelos usuários do sistema público de saúde.
"Isso mostra até onde a prefeitura é capaz de ir para esconder a verdade!", afirmou Eduardo Moura.
Eduardo Moura decidiu não divulgar o nome da gestora envolvida na gravação. Segundo ele, seu objetivo não é atacar servidores, mas sim denunciar as condições precárias enfrentadas pela população.
"Eu não sou contra os servidores, sou contra o caos que a saúde enfrenta. E eu vou até o fim para mudar essa situação!", garantiu.
A polêmica surgiu após o vazamento de um áudio no qual uma gestora orienta funcionários a não permitirem a entrada de vereadores para fiscalizar as unidades de saúde.
Para Eduardo Moura, a atitude revela o receio da prefeitura em expor problemas estruturais e falhas na gestão da saúde pública.
"A prefeitura não quer que você saiba da sujeira na saúde do Recife", acusou o vereador, destacando que a população precisa ter conhecimento da realidade dos postos e hospitais da cidade.
Entre as principais polêmicas de Eduardo Moura, está a mais recente fiscalização que ocorreu na Policlínica Barros Lima, na Zona Norte do Recife.
Durante uma visita surpresa, o vereador constatou que dos quatro médicos escalados para o plantão, apenas duas médicas estavam presentes. Na recepção, funcionários informavam aos pacientes que o atendimento estava restrito.
O vereador também revelou uma possível fraude nas atas de presença. Segundo ele, os documentos já estavam assinados para todo o mês de março, o que pode configurar uma irregularidade passível de punição criminal.
Durante a transmissão ao vivo da fiscalização, Eduardo Moura discutiu com uma médica sobre a demora no atendimento de uma paciente.
Após a fiscalização na Policlínica Barros Lima, a esposa do vereador, Ana Cristina França, que é médica, começou a receber ameaças nas redes sociais.
Em uma das mensagens, um internauta a intimidou, sugerindo que ela e sua clínica passariam a ser investigadas pelo Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) e pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe).
“Manda esse teu macho calar a boca. Explica a ele o que é plantão restrito para não passar vergonha. Teto não é de vidro. Com certeza, a partir de agora, você estará na mira do Cremepe e Simepe. Aguarde. Agora, esteja tudo certo com tudo que você faz e sua clínica funciona. Não deixe brecha para nada”, dizia a ameaça recebida por Ana Cristina França.
A esposa Eduardo Moura expôs a mensagem publicamente e afirmou que seu marido continuará realizando fiscalizações, independentemente das tentativas de intimidação.
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