A vistoria feita pelo parlamentar no PArque Eduardo Campos flagrou, segundo ele, várias irregularidades, entre elas, aterro de manguezal, retirada irregular de areia da praia e da água do mangue.
Vereador Eduardo Moura e secretária Marília Dantas. Foto: Divulgação
Durante a sessão plenária da terça-feira, 2 de dezembro, o vereador Eduardo Moura (NOVO) voltou a cobrar transparência da gestão municipal e defendeu a convocação da secretária de Projetos Especiais do Recife, Marília Dantas da Silva, para prestar esclarecimentos sobre as obras e possíveis crimes ambientais no Parque Eduardo Campos, empreendimento que, segundo o parlamentar, acumula irregularidades e aumento expressivo de custos.
Eduardo Moura lembrou que o requerimento de sua autoria (n° 12795) foi apresentado, simplesmente, para garantir a presença da secretária na Casa e ouví-la sobre as irregularidades constatadas durante a fiscalização feita por ele no parque.
A vistoria foi no último dia 13 de novembro e flagrou várias irregularidades, entre elas, aterro de manguezal, retirada irregular de areia da praia e da água do mangue. O parlamentar lamentou que vereadores da base do governo tenham feito manobras para retirar o requerimento da sessão. Uma delas, foi um pedido de vistas feito por Eduardo Mota, do PSB. Baseando-se em um artigo do Regimento interno, Moura solicitou apreciação do departamento legislativo da Casa. A justificativa foi aceita pelo vereador Zé Neto, presidente da sessão.
Com o fim da polêmica, e o discurso devidamente autorizado, o líder do NOVO criticou a postura de certos parlamentares que defendem secretários municipais a não prestarem esclarecimentos aos vereadores e à população.
“Escutei aqui de vereadores que a secretária Marília Dantas não poderia ser convocada porque tinha coisa mais importante pra fazer. Como é que a Câmara de Vereadores de uma cidade, o poder fiscalizador, diz que uma secretária tem coisa mais importante do que prestar contas ao povo do Recife?”, questionou Eduardo Moura, lamentando a postura da maioria dos pares.
No momento da votação, o autor do requerimento pediu que ela fosse feita de forma nominal. Com o placar desfavorável em 17 a 7, Eduardo Moura pediu para justificar o voto e lamentou a manobra da bancada da situação.
“Diante de uma obra com denúncias de superfaturamento e de crimes ambientais, o mínimo a se fazer é convocar a secretária desta obra para prestar esclarecimentos na Casa do povo. Quando vereadores eleitos sobem à tribuna pra dizer que não é função de um vereador cobrar explicação ao poder público, ou eles são ignorantes pra não saber o que estão falando, ou eles estão tendo vantagens com o poder executivo”, disse Moura, criticando os partidos que votaram “não” à convocação de Marília Dantas.
“A Casa se pronunciou, e inclusive com votos ‘não’ da mesa diretora, e dos vereadores do PSB, PV, PT, Republicanos e do MDB. É isso, recifenses: Vocês têm uma câmara de vereadores que trabalha para o prefeito João Campos, e não pra vocês!”, concluiu.
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Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
A companhia foi criada em agosto de 2002 pela integração de seis empresas da Organização Odebrechte do Grupo Mariani.
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