Donald Trump, presidente americano Foto: Reprodução
Os democratas conquistaram a maioria no congresso americano, tanto no Senado quanto na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos na terça-feira, 3 de novembro, após vitórias expressivas em estados tradicionalmente republicanos.
O resultado representa uma derrota histórica para o presidente Donald Trump. Eleitores de regiões conservadoras, que haviam garantido a reeleição de Trump há apenas dois anos, mudaram de posição e apoiaram candidatos democratas para o congresso nesta eleição.
Entre os principais fatores que contribuíram para a mudança estão a impopularidade da guerra contra o Irã, o aumento do custo de vida e a insatisfação com a condução do governo, em um dos países mais importantes do mundo.
A mudança no cenário político ficou evidente em estados historicamente alinhados ao Partido Republicano.
O Kansas elegeu seu primeiro senador democrata desde a Grande Depressão, há quase um século.
Já na Carolina do Sul, onde Trump havia vencido por quase 18 pontos percentuais em 2024, os democratas derrotaram o candidato ao Senado escolhido pessoalmente pelo presidente.
No Texas, considerado o maior reduto republicano do país, os democratas também conseguiram uma vitória expressiva. O partido encerrou uma sequência de derrotas que durava décadas, conquistou uma cadeira no Senado e derrotou o governador Greg Abbott, que estava no terceiro mandato.
O resultado eleitoral inaugura uma nova fase de governo dividido em Washington.
Nos últimos dois anos, os republicanos controlaram o Congresso e, em grande parte, deixaram de utilizar seus poderes legislativos para impor limites à atuação de Trump.
A partir de janeiro, quando os novos parlamentares assumirem os cargos, os democratas deverão intensificar a fiscalização sobre o governo, incluindo investigações envolvendo o presidente, seus familiares e aliados políticos.
A legenda também poderá utilizar sua força no Congresso para pressionar por mudanças em projetos de lei considerados prioritários.
Com o controle do Senado, os democratas terão ainda poder para bloquear indicações feitas por Trump, inclusive possíveis nomeações para a Suprema Corte dos Estados Unidos, caso surja alguma vaga durante o período.
O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que o resultado representa uma transformação no cenário político norte-americano.
"Há agora uma reformulação geracional do mapa do Senado que vai mudar os Estados Unidos", declarou. Ele acrescentou que os eleitores demonstraram desejo por mudanças e que o partido precisará cumprir os compromissos assumidos durante a campanha.
Impedido pela Constituição norte-americana de disputar um terceiro mandato, Trump manteve forte influência sobre o Partido Republicano durante a maior parte da última década.
No entanto, a nova composição do Congresso pode enfraquecer sua posição política e acelerar a disputa por espaço dentro da legenda.
Com a aproximação da eleição presidencial de 2028, possíveis sucessores começam a se movimentar para conquistar influência em um cenário político que poderá ser marcado pelo enfraquecimento do trumpismo.
Apesar das preocupações de integrantes do Partido Democrata sobre uma possível tentativa de contestação dos resultados, semelhante à ocorrida em 2020, Trump reconheceu a derrota.
Em entrevista à Fox News, o presidente parabenizou os democratas e afirmou que pretende trabalhar com a oposição em temas como imigração.
Ao mesmo tempo, fez ressalvas sobre a relação com o novo Congresso e ameaçou vetar qualquer projeto de lei que considerar "insano".
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Operação Ponto Cego apura suspeita de uso de pontos eletrônicos para transmitir respostas a candidatos durante a aplicação das provas.
Também foi determinado que a empresa custeie integralmente os tratamentos psicológicos e psiquiátricos da mulher até sua alta definitiva.
Em comum, os expositores disseram que os acordos com empresas de apostas foram celebrados tendo como base as regras em vigor à época.
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