presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos Foto Montagem/Portal de Prefeitura
A demissão do presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, foi formalizada na noite desta sexta-feira (4), em meio a uma das piores crises financeiras da história da estatal. A carta foi entregue aos auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Palácio do Planalto, enquanto o chefe do Executivo cumpria agenda no Rio de Janeiro.
Fabiano, que ocupava o cargo desde o início do terceiro mandato de Lula, deixa a presidência sob forte pressão política e diante de um rombo histórico de R$ 2,6 bilhões registrado em 2024. A saída, no entanto, ainda precisa ser oficializada após uma conversa direta com o presidente da República, o que deve ocorrer nos próximos dias.
Com a demissão do presidente dos Correios, cresce a expectativa de que o comando da estatal passe para o União Brasil, partido que já chefia o Ministério das Comunicações — pasta à qual os Correios são subordinados. A legenda, do senador Davi Alcolumbre (AP), tem pressionado por mais espaço na máquina pública e pode indicar o próximo dirigente da empresa.
Nos bastidores, aliados de Fabiano afirmam que a situação se tornou insustentável. Segundo relatos, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o próprio Alcolumbre pediram pessoalmente a troca no comando da empresa. A pressão teria se intensificado após a demissão da ex-diretora financeira, Maria do Carmo Lara Perpétuo (PT), feita por Fabiano após o aprofundamento da crise.
Além do prejuízo recorde do ano passado, os Correios divulgaram recentemente novo balanço financeiro com perdas de R$ 1,72 bilhão no primeiro semestre de 2025 — alta de 115% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado agrava o cenário de instabilidade na empresa e reforça o argumento de que mudanças profundas são urgentes.
A demissão do presidente dos Correios simboliza também uma disputa política em meio à reformulação da máquina federal. A estatal, que já foi estratégica em governos anteriores, enfrenta dificuldades diante da concorrência com o setor privado, mudanças tecnológicas e má gestão.
Enquanto isso, os trabalhadores da empresa lidam com cortes de jornada, suspensão de gratificações e um programa de demissão voluntária em andamento. A situação reforça o desafio do próximo gestor: recuperar as finanças da empresa sem desestruturar o serviço público postal.
Conclusão: A demissão do presidente dos Correios não se resume a uma troca de nomes. Ela escancara a crise estrutural da estatal, o peso das disputas políticas e o desafio de reinventar um serviço essencial para o Brasil. O nome que assumirá a presidência definirá os rumos de uma empresa que já foi símbolo de eficiência — e hoje luta para se manter relevante.
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