Presidente Lula Foto: Fábio Rodrigues/Agência Brasil
Desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as empresas estatais brasileiras acumularam um déficit primário de R$ 18,5 bilhões, segundo dados recentes do Banco Central compilados pelo CNN Money. Este é o maior resultado negativo para o período desde o início da série histórica disponível.
O rombo nas contas das estatais começou em 2023, com déficit de R$ 2,2 bilhões. Em 2024, o valor quase quadruplicou, atingindo R$ 8,07 bilhões, e só nos primeiros oito meses de 2025 o saldo negativo já alcançou R$ 8,3 bilhões. Esses números não incluem a Petrobras e os bancos públicos, que possuem regras de governança corporativa semelhantes às de empresas privadas.
A principal responsável pelo déficit das estatais no governo Lula é a estatal dos Correios. A empresa postal registrou prejuízo de R$ 4,3 bilhões somente no primeiro semestre deste ano, após déficit de R$ 2,6 bilhões em 2024. Recentemente, os Correios anunciaram um plano de reestruturação e solicitaram um empréstimo de R$ 20 bilhões para tentar conter as perdas.
Especialistas ouvidos pela CNN Brasil avaliam que o cenário fiscal das estatais no governo Lula 3 deve continuar desafiador, especialmente diante do clima político delicado típico de ano pré-eleitoral. Segundo a advogada Deborah Toni, especialista em direito público, “há uma tendência natural de postergação de ajustes e resistência a medidas impopulares, o que pode prolongar o déficit, principalmente se não houver uma reformulação profunda da atuação dessas empresas”.
Por outro lado, o Ministério da Gestão e Inovação (MGI) destaca que o déficit primário não é o indicador mais adequado para avaliar a saúde financeira das estatais. O órgão explica que déficits podem ocorrer em ciclos de investimentos intensivos financiados por recursos acumulados anteriormente ou por endividamento planejado, o que não necessariamente indica má gestão ou insuficiência de receita.
“O resultado primário é calculado sob a ótica das finanças públicas, e não reflete necessariamente a situação de caixa ou o desempenho mercadológico da empresa”, afirmou o MGI. Em outras palavras, o déficit pode refletir estratégias de investimento e não falhas operacionais.
O desempenho negativo das estatais no governo Lula 3 levanta debates sobre a sustentabilidade fiscal e a necessidade de reformas para garantir maior eficiência e equilíbrio financeiro no setor público, sobretudo em um contexto político e econômico de incertezas.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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