Deputada estadual do PSOL, Dani Portela. Foto: Reprodução/Portal de Prefeitura
A deputada estadual pelo PSOL, Dani Portela, negou que tenha planos de deixar o partido, após a sigla perder 30 filiados em debandada. Os rumores sobre a saída da parlamentar, deu-se após seu marido, Jesualdo Campos, que também é um dos fundadores da legenda, anunciar a desfiliação.
O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) enfrentou mais uma série de desfiliações na última sexta-feira, 1º de novembro. Entre os 27 membros que deixaram a legenda em carta assinada, estão aliados e assessores da deputada estadual Dani Portela, ex-candidata à prefeitura do Recife pelo partido.
Na mesma semana, outro grupo de filiados também se desvinculou, incluindo o advogado e cofundador do PSOL, Jesualdo Campos, que é marido da parlamentar. Esse movimento levantou especulações sobre a possível saída da deputada, mas ela negou que planeje deixar o partido. Como detentora de mandato, Dani só pode se desfiliar em 2026, durante a janela partidária.
A desfiliação inclui figuras de destaque, como o presidente do PSOL no Recife, Thiago Carvalho, e a presidente da federação Rede-PSOL na capital, Luiza Caroline. O grupo atribui a saída a divergências internas, especialmente as que motivaram o desligamento de Jesualdo e outros militantes.
Durante uma conversa com veículos de imprensa da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) na segunda (4), Portela afirma que não recebeu nenhum convite de outras legendas e que segue no PSOL, por ainda acreditar no projeto do partido.
“A política é um ambiente onde existem muitas disputas. Eu nunca estive nisso, apostar em disputa. Para mim, quando acontecem casos assim, todo mundo perde. O PSOL é um partido que eu ainda acredito muito. É um partido que constrói, que está no campo que eu acredito, com as lutas e bandeiras que são importantes para mim, então, eu não sigo no PSOL, não apenas para cumprir a janela”, disse.
As divergências internas no PSOL, especialmente sobre a estratégia eleitoral para 2024, culminaram na saída de vários membros. A decisão afetou militantes históricos do partido e assessores da deputada, incluindo Jesualdo, Fran Silva e Anderson Barbosa, que foram destituídos da direção estadual em uma reunião marcada por desacordos.
Dani Portela esclareceu que o conflito não foi motivado por recursos do fundo eleitoral para sua candidatura à prefeitura do Recife, como chegou a ser especulado, mas pela destinação dos fundos eleitorais para outros municípios em Pernambuco. Durante a reunião, o sistema do TSE foi acessado, e os três foram removidos de seus cargos, acentuando o clima de ruptura dentro do partido.
“Eles foram retirados da direção e foi pedida a suspensão das atividades partidárias. Do meu companheiro, foi pedida a suspensão por dois anos; de Fran e de Anderson, por um ano. Eles presumiam que na votação que aconteceria, a gente ia votar contrário ao nosso grupo no partido. Isso, para mim, é um absurdo sem tamanho. O debate de Recife nem estava na mesa, já tinha passado. Era um debate do resto do estado. O nosso grupo defendia que não tinha nenhum município em que o PSOL tivesse força para eleger uma bancada. Então, nós defendemos que o fundo deveria ser distribuído de maneira mais igualitária, para potencializar em todos os municípios em que o PSOL tivesse candidatura, sem concentração e em municípios específicos. Então, era tática eleitoral”, contou Portela.
"Saudamos à militância do PSOL com respeito e admiração, para reafirmar toda sua disposição e coragem na construção de uma sociedade mais justa. A cada um/a de vocês, deixamos um grande abraço e um agradecimento pelos espaços partilhados e momentos vividos. É o conjunto da militância que mantém um partido vivo, é em vocês que o PSOL se materializa.
Negritamos a importância do PSOL como uma ferramenta imprescindível no enfrentamento da extrema direita e no fortalecimento do Governo do nosso Presidente Lula, responsável por frear o projeto bolsonarista e por recuperar importantes políticas de garantias à classe trabalhadora.
Prestamos toda nossa solidariedade ao companheiro Jesualdo Campos, à companheira Francys Nascimento e ao companheiro Anderson Barbosa, todos membros destituídos arbitrariamente de seus cargos dentro do Diretório Estadual do PSOL Pernambuco.
Compreendemos que as divergências fazem parte do processo democrático, sendo natural e saudável nos espaços de construção coletiva. Entretanto, quando para “superar as divergências” e atingir uma “suposta maioria”, se opta por expulsar dirigentes e afastá-los de suas atividades partidárias, de forma autoritária e sem diálogo prévio, as noções básicas de democracia são feridas diretamente. E somando-se ao silêncio dos setores partidários de Pernambuco, nos leva a entender que há pouco espaço para o debate de ideias, e por isso, colocamos a necessidade de combater todo desvio antidemocrático partidário e institucional.
É necessário muita reflexão para se filiar a um partido, e mais ainda para deixar suas fileiras. Sendo assim, juntas e juntos, por entender que a conjuntura exige mais do que disputas fratricidas, e inspirados nos passos corajosos dados por nossos dirigentes estaduais, decidimos encerrar nosso ciclo dentro do PSOL.
Enquanto a luta por uma sociedade socialista for o elo que nos une, seguiremos sempre lado a lado!
12:19, 14 Fev
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