Pernambuco, 03 de Agosto de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Cláudio Castro é alvo de ação da PF que bloqueia R$ 52 bilhões em fraudes no setor de combustíveis

O ministro Alexandre de Moraes determinou o afastamento de sete pessoas de suas funções públicas. Essa medida visa interromper a influência dos investigados nos órgãos.

Redação

15 de maio de 2026 às 08:49   - Atualizado às 08:52

Ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

Ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Foto: Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira, 15 de maio, a Operação Sem Refino para desarticular um esquema milionário de ocultação patrimonial e evasão de divisas no país. A investigação aponta que os gestores de um grande conglomerado econômico do ramo de combustíveis utilizavam uma estrutura societária e financeira para esconder bens e enviar recursos para fora do Brasil.

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, figura entre os principais alvos da operação. Os agentes recolhem documentos, computadores e mídias digitais para comprovar as fraudes fiscais e a dissimulação de bens. Além das buscas, o ministro Alexandre de Moraes, Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento de sete pessoas de suas funções públicas. Essa medida visa interromper a influência dos investigados nos órgãos estatais e proteger o andamento das apurações.

Os policiais federais cumprem as ordens judiciais simultaneamente no Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. As equipes buscam recolher provas documentais e digitais tanto nas sedes das empresas quanto nas residências dos envolvidos, alcançando políticos de destaque, empresários e membros do poder judiciário fluminense.

 Ao todo, as equipes da PF saíram às ruas para cumprir 17 mandados de busca e apreensão. Os agentes da PF planejaram a ação para atingir os diferentes núcleos do grupo econômico ao mesmo tempo nestas localidades. Cada equipe possui alvos específicos para evitar o sumiço de documentos importantes que possam ajudar no esclarecimento dos fatos.

A Justiça adotou uma postura firme no campo financeiro e determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos dos investigados. A mesma decisão judicial suspendeu todas as atividades econômicas das empresas que integram o grupo de combustíveis sob suspeita. O montante expressivo reflete o tamanho do suposto prejuízo e a extensão da ocultação patrimonial que a PF investiga. A suspensão das atividades paralisa o fluxo financeiro do conglomerado e impede a continuidade das fraudes que o inquérito descreve.

Veja Também

A operação também foca no topo do comando empresarial do grupo de combustíveis e busca capturar o principal executivo da organização. O ministro Alexandre de Moraes expediu um mandado de prisão preventiva contra o empresário Ricardo Magro, dono do Grupo Refit. Como o executivo reside atualmente na cidade de Miami, nos Estados Unidos, a Polícia Federal acionou os canais internacionais de cooperação jurídica. A corporação incluiu o nome de Magro na Difusão Vermelha da Interpol para alertar a polícia internacional e viabilizar a captura do empresário no exterior.

 

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

19:11, 03 Ago

Imagem Clima

24

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Uber
Eleições 2026

TSE decide que carros de aplicativo não podem exibir adesivos de propaganda eleitoral

Corte manteve multa de R$ 2 mil aplicada a um candidato a vereador de Caruaru e entendeu que veículos usados em aplicativos são bens de uso comum.

Presidente Lula em convenção do PT em São Paulo
Posicionamento

Lula afirma que quarto mandato não será ''paz e amor'' e defende postura mais incisiva: ''porreta''

A declaração foi feita durante a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores, realizada em São Paulo, evento que oficializou sua candidatura à reeleição nas eleições de 2026

Veículos adaptados para PCD.
Decisão

STF invalida regulamentação que restringia benefício fiscal para compra de veículos por PcD

Por unanimidade, plenário entendeu restrição é inconstitucional e que a medida não vai causar transtorno fiscal.

mais notícias

+

Newsletter