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Cláudio Castro é alvo de ação da PF que bloqueia R$ 52 bilhões em fraudes no setor de combustíveis

O ministro Alexandre de Moraes determinou o afastamento de sete pessoas de suas funções públicas. Essa medida visa interromper a influência dos investigados nos órgãos.

Redação

15 de maio de 2026 às 08:49   - Atualizado às 08:52

Ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

Ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Foto: Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira, 15 de maio, a Operação Sem Refino para desarticular um esquema milionário de ocultação patrimonial e evasão de divisas no país. A investigação aponta que os gestores de um grande conglomerado econômico do ramo de combustíveis utilizavam uma estrutura societária e financeira para esconder bens e enviar recursos para fora do Brasil.

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, figura entre os principais alvos da operação. Os agentes recolhem documentos, computadores e mídias digitais para comprovar as fraudes fiscais e a dissimulação de bens. Além das buscas, o ministro Alexandre de Moraes, Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento de sete pessoas de suas funções públicas. Essa medida visa interromper a influência dos investigados nos órgãos estatais e proteger o andamento das apurações.

Os policiais federais cumprem as ordens judiciais simultaneamente no Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. As equipes buscam recolher provas documentais e digitais tanto nas sedes das empresas quanto nas residências dos envolvidos, alcançando políticos de destaque, empresários e membros do poder judiciário fluminense.

 Ao todo, as equipes da PF saíram às ruas para cumprir 17 mandados de busca e apreensão. Os agentes da PF planejaram a ação para atingir os diferentes núcleos do grupo econômico ao mesmo tempo nestas localidades. Cada equipe possui alvos específicos para evitar o sumiço de documentos importantes que possam ajudar no esclarecimento dos fatos.

A Justiça adotou uma postura firme no campo financeiro e determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos dos investigados. A mesma decisão judicial suspendeu todas as atividades econômicas das empresas que integram o grupo de combustíveis sob suspeita. O montante expressivo reflete o tamanho do suposto prejuízo e a extensão da ocultação patrimonial que a PF investiga. A suspensão das atividades paralisa o fluxo financeiro do conglomerado e impede a continuidade das fraudes que o inquérito descreve.

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A operação também foca no topo do comando empresarial do grupo de combustíveis e busca capturar o principal executivo da organização. O ministro Alexandre de Moraes expediu um mandado de prisão preventiva contra o empresário Ricardo Magro, dono do Grupo Refit. Como o executivo reside atualmente na cidade de Miami, nos Estados Unidos, a Polícia Federal acionou os canais internacionais de cooperação jurídica. A corporação incluiu o nome de Magro na Difusão Vermelha da Interpol para alertar a polícia internacional e viabilizar a captura do empresário no exterior.

 

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