Os países respondem por mais de 40% das importações dos EUA, e as tarifas ameaçadas pelo presidente estadunidense superariam todas as medidas comerciais adotadas anteriormente.
Donald Trump, presidente reeleito nos EUA. Foto: Shealah Craighead/White House
Canadá e China anunciaram medidas de retaliação em resposta às tarifas anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que entram em vigor a partir desta terça-feira, 4. As sanções comerciais são de 20% e 25%, respectivamente, aos produtos chineses e canadenses importados aos Estados Unidos.
O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, afirmou, nesta segunda-feira, 3, que "nada justifica essas medidas" de Washington. "Se as tarifas dos Estados Unidos entrarem em vigor, o Canadá responderá a partir da meia-noite. Aplicará taxas de 25% sobre US$ 155 bilhões em bens norte-americanos", completou Trudeau em comunicado.
O Canadá, o México e a China respondem por mais de 40% das importações dos EUA. As tarifas ameaçadas por Trump superariam todas as medidas comerciais adotadas anteriormente. Elas elevam a média das taxas tarifárias dos EUA "a níveis não vistos desde a década de 1940", disse Chad Bown. Bown é membro sênior do Peterson Institute for International Economics, ao The New York Times.
Trump assinou nesta segunda, 3, uma ordem executiva que aumenta de 10% para 20% as tarifas sobre os produtos chineses que entram nos Estados Unidos. Ele afirma que Pequim não está fazendo o suficiente contra o tráfico de fentanil.
Essas tarifas foram anunciadas em 1º de fevereiro como parte da luta contra a crise dos opioides. Entram em vigor devido à "incapacidade" da China de "combater a inundação de fentanil" que entra nos Estados Unidos, de acordo com uma mensagem publicada na rede social X pela Casa Branca. Ainda na segunda, um porta-voz do Ministério do Comércio chinês disse que o país tomaria medidas de represália.
Nesta terça, 4, a China anunciou que vai impor tarifas adicionais de 10% e 15% sobre várias importações alimentícias dos Estados Unidos, como soja, trigo e frango. Esta ação é em resposta às novas sanções impostas por Washington sobre produtos chineses. Além disso, tarifas extras de 10% serão aplicadas sobre o sorgo, soja, carne suína, carne bovina, produtos aquáticos, frutas, vegetais e laticínios.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse nesta terça-feira, 4, que o México responderá às tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos com suas próprias tarifas retaliatórias sobre produtos norte-americanos.
Sheinbaum afirmou que anunciará os produtos que o México irá atingir no domingo, 9, em um evento público na praça central da Cidade do México, o que pode indicar que o México ainda espera desescalar a guerra comercial iniciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
"Não há motivo ou razão, nem justificativa que suporte essa decisão que afetará nosso povo e nossas nações", disse ela. "Responderemos com medidas tarifárias e não tarifárias", disse a presidente ao ressaltar a decisão unilateral americana, que ela classificou como "injustificável". "Sempre buscaremos medidas negociadas", defendeu.
Sheinbaum destacou que o México é um país "soberano", mas que não quer iniciar um confronto comercial com os Estados Unidos, que deve assumir também a responsabilidade pela crise de opioides.
As tarifas que haviam sido ameaçadas pelo presidente Donald Trump contra o Canadá e o México entraram em vigor na terça-feira, 4, aumentando o risco de retaliações por parte dos aliados norte-americanos. Agora, as importações do Canadá e do México agora serão taxadas em 25%, com os produtos energéticos canadenses sujeitos a uma tarifa de importação de 10%.
Já na terça-feira, em reação às tarifas sobre a China, Pequim anunciou tarifas adicionais de até 15% sobre as importações de produtos agrícolas chave dos EUA, incluindo frango, carne suína, soja e carne bovina, além de expandir os controles sobre negócios com empresas norte-americanas chave. As novas tarifas da China entrarão em vigor a partir de 10 de março.
De todos os setores que dependem do comércio americano, a fabricação de automóveis pode sofrer o maior impacto. O Canadá e o México respondem por quase metade das importações e exportações de automóveis dos EUA. Eles representam uma parcela ainda maior do comércio de carrocerias e peças de veículos automotores.
As montadoras argumentaram que as peças e os veículos isentos de acordo com o atual tratado de livre comércio devem continuar a cruzar as fronteiras sem impostos.
"Nossas montadoras americanas, que investiram bilhões nos EUA para atender a esses requisitos, não devem ter sua competitividade prejudicada. Tarifas que aumentarão o custo de construção de veículos nos Estados Unidos e impedirão o investimento na força de trabalho americana são prejudiciais", disse Matt Blunt ao The New York Times. Blunt é presidente do American Automotive Policy Council, que representa a General Motors, a Ford Motor e a Stellantis.
As montadoras fizeram uma petição à Casa Branca argumentando a favor dessa isenção. No entanto, pessoas familiarizadas com as deliberações dizem que o presidente não pareceu receptivo à ideia. (Com agências internacionais).
Estadão Conteúdo.
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O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.
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