Jair Bolsonaro e Ronaldo Caiado Foto: Isac Nóbrega/PR
Na entrevista concedida à Folha de S.Paulo, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), manifestou críticas ao estilo político do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus seguidores, declarando que os resultados das eleições municipais de 2024 mostram um esgotamento do país com o bolsonarismo.
Caiado apontou a derrota dos candidatos endossados por Bolsonaro como reflexo do cansaço em relação ao discurso extremista e autoritário, advogando por uma política que esteja mais em sintonia com os interesses e as lideranças regionais.
“Ninguém aguenta mais essa conversa cansativa, como se houvesse um único jeito de pensar. Esse radicalismo só afasta as pessoas,” comentou.
Caiado reafirmou seu desejo de concorrer à presidência em 2026, mesmo diante da potencial competição de outros nomes proeminentes da direita.
Ele atribuiu a erosão do apoio a Bolsonaro à sua incapacidade de estabelecer diálogo com aliados, o que, segundo ele, contribuiu significativamente para a debilitação de sua base política, particularmente nas capitais.
“Para ganhar uma eleição, é preciso respeitar a vontade da população e das lideranças locais. Não é só impor números e achar que o eleitor não percebe a qualidade do candidato,” disse o político.
O governador enfatizou que as eleições atuais foram uma verdadeira lição de política para ele, expondo o descontentamento da população com os "falsos dilemas ideológicos" e o esgotamento diante da "conversa polarizadora" associada ao bolsonarismo.
“As pessoas querem emprego, saúde, educação. Não querem ouvir mais sobre ‘comunistas versus patriotas’. Esses discursos são cansativos e distantes das reais necessidades do povo”, afirmou.
Mesmo com a eleição de seu candidato, Caiado enfrentou perguntas sobre a utilização de programas governamentais, como o Goiás Social, suspeito de favorecer sua campanha através da distribuição de cestas básicas.
Ele negou as acusações, defendendo que o programa é uma política pública estabelecida e que o jantar com líderes políticos no Palácio das Esmeraldas foi uma celebração pós-eleitoral tradicional.
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