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Brasil tem 38,7 milhões de trabalhadores sem carteira assinada e sem direitos, aponta IBGE

Esse patamar, embora estável em relação ao trimestre anterior, ainda deixa milhões de trabalhadores sem acesso a direitos básicos.

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08 de dezembro de 2025 às 14:37   - Atualizado às 14:47

Fernando Haddad com Máscara de Lula

Fernando Haddad com Máscara de Lula Foto: Divulgação

A informalidade segue sendo um desafio estrutural no mercado de trabalho brasileiro. Segundo dados do IBGE referentes ao trimestre encerrado em outubro de 2025, 37,8% da população ocupada trabalha sem vínculo formal, o que representa 38,7 milhões de pessoas. Esse patamar, embora estável em relação ao trimestre anterior, ainda deixa milhões de trabalhadores sem acesso a direitos básicos.

Estabilidade trimestral e redução anual

Informalidade no Brasil

O índice de informalidade se manteve praticamente inalterado frente ao trimestre anterior, mostrando pouca evolução na formalização do emprego. No comparativo anual, entretanto, houve uma leve queda: em outubro de 2024, a taxa era de 38,9%. Esse número reflete o menor nível de informalidade desde 2020, excluindo os períodos mais críticos da pandemia, resultado do crescimento no número de empregos com carteira assinada.

Quem são os trabalhadores informais?

Segundo o IBGE, a informalidade abrange diferentes perfis:

  • Empregados sem carteira assinada na iniciativa privada;
  • Autônomos sem CNPJ, que exercem atividades por conta própria;
  • Empregadores informais, sem registro oficial de empresas;
  • Trabalhadores domésticos sem registro, sem direitos garantidos por lei.

Esses trabalhadores enfrentam insegurança financeira e ausência de proteção social, o que impacta diretamente sua qualidade de vida e a capacidade de planejar o futuro.

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Falta de benefícios agrava vulnerabilidade

A principal consequência da informalidade é a privação de direitos trabalhistas e previdenciários. Trabalhadores informais não têm acesso a FGTS, férias remuneradas, 13º salário e seguro-desemprego. Além disso, dependem inteiramente de sua própria renda para despesas essenciais, como saúde, educação e alimentação. Esse cenário amplia a vulnerabilidade social e limita o crescimento econômico das famílias, perpetuando desigualdades estruturais.

Desafios e perspectivas

Apesar da leve redução anual, a informalidade ainda representa mais de um terço da força de trabalho brasileira. Especialistas destacam que políticas de formalização, incentivo à contratação com carteira assinada e fiscalização rigorosa são essenciais para reduzir esses índices. Sem ações concretas, milhões de brasileiros continuarão trabalhando sem proteção, perpetuando a fragilidade econômica e social.

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