08 de fevereiro de 2024 às 13:04
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi visitado por agentes da Polícia Federal (PF)em sua residência em Angra dos Reis, às 7h da manhã, como parte da Operação Tempus Veritatis. Bolsonaro foi obrigado a entregar seu passaporte à PF em até 24 horas, o mesmo já foi apreendido.
Em declarações à coluna do portal Metrópoles, Bolsonaro afirmou que ainda tenta entender o motivo de ter sido alvo de busca e apreensão, juntamente com o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto.
Bolsonaro enfatizou que não sente medo em relação à possibilidade de ser preso.
“Hoje em dia não é medo. Hoje tudo pode acontecer com qualquer pessoa no Brasil. Em nome de salvar a democracia estão fazendo barbaridades.”
Bolsonaro também compartilhou que havia considerado a ideia de ir pescar às 4h30, mas acabou desistindo.
“Imagina, seria outro escândalo”, concluiu.
A operação da Polícia Federal tem como objetivo investigar uma organização criminosa suspeita de conspirar para realizar um golpe de Estado e abolir o Estado Democrático de Direito, visando obter benefícios políticos com a manutenção do então presidente da República no poder. Bolsonaro é um dos alvos dessa investigação.
O ex-presidente questionou a tentativa de golpe apontada, levantando dúvidas sobre como tal plano poderia ter sido executado “sem que um soldado fosse movimentado”. Bolsonaro também criticou a prisão de seu ajudante de ordem, Marcelo Câmara.
“O foro para investigar tudo isso não é do Supremo. O Marcelo Câmara, que foi preso hoje, não tem foro especial. Nenhum de nós tem foro especial”, aponta.
Bolsonaro também mencionou a "coincidência" da operação ocorrer poucos dias após a superlive realizada pelo ex-presidente com seus filhos e da agenda do dia anterior, quarta (7), na qual ele esteve rodeado por apoiadores em São Sebastião (RJ).
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