Jair Bolsonaro, Lula e Flávio Bolsonaro. Foto: Divulgação
Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 21 de janeiro, pelo instituto AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, mostra que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentram os maiores índices de rejeição política no país.
O levantamento indica que metade do eleitorado brasileiro rejeita os dois nomes que protagonizaram o segundo turno das eleições presidenciais de 2022 e que seguem como os principais símbolos da polarização nacional.
De acordo com os dados, Jair Bolsonaro aparece com 50% de rejeição entre os eleitores entrevistados. Lula surge logo atrás, com 49,7%.
Na sequência do levantamento, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 47,4% de rejeição. O número posiciona o parlamentar entre os nomes mais rejeitados do país, refletindo também o impacto do sobrenome Bolsonaro no cenário político atual. Logo depois, Renan Santos,do Partido Missão, registra 45,6% de rejeição entre os eleitores.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) surge com índice semelhante, alcançando 44,9%. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), uma das figuras mais ativas da direita nas redes sociais, aparece logo atrás, com 44,7% de rejeição.
O ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PSDB) também figura entre os mais rejeitados, com 43,4%. Mesmo fora do centro do debate eleitoral recente, Ciro mantém presença relevante nos levantamentos de opinião, ainda que acompanhado por um índice elevado de rejeição.
Entre os governadores, Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, aparece com 42,1%. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), registra 41,7%. Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), marca 41,1%. Os três nomes costumam ser citados em análises sobre possíveis cenários eleitorais futuros, mas enfrentam rejeição significativa segundo o levantamento.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), surge com 40,7% de rejeição. O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), aparece logo em seguida, com 39,9%. Ambos mantêm atuação destacada em seus estados, mas ainda assim enfrentam resistência considerável no plano nacional.
A lista inclui também o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que registra 36,9% de rejeição. Haddad ocupa papel central na política econômica do governo Lula e aparece como um dos nomes mais conhecidos da atual gestão federal.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg ouviu 5.418 eleitores em todo o país, entre os dias 15 e 20 de janeiro. O instituto utilizou recrutamento digital aleatório para coletar as respostas. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-02804/2026.
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A rejeição do petista oscilou de 53% para 55% em relação ao levantamento da semana passada, dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais. Já o senador manteve os 55% registrados.
Em outra pergunta, sobre a avaliação do governo, 38% dos entrevistados classificam a gestão negativamente, enquanto 32% a avaliam positivamente.
Em 26 de julho, Lula tinha 45%, ante 37% de Flávio. No levantamento que antecedeu o empate numérico da semana passada o presidente aparecia com 42%, contra 41% do senador.
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