Relatório dos EUA aponta presença de base chinesa no Nordeste do Brasil Foto: Ricardo Strucker e Reprodução
A disputa por protagonismo global entre Estados Unidos e China ganhou um novo capítulo nesta semana. Um relatório divulgado pelo Congresso dos Estados Unidos incluiu o Brasil em uma análise sobre a crescente influência chinesa na América Latina, citando uma parceria aeroespacial instalada em Salvador, na Bahia.
O documento, intitulado 'Atraindo a América Latina para a Órbita da China', examina como Pequim tem ampliado sua presença na região por meio de investimentos estratégicos, cooperação tecnológica e fortalecimento de relações comerciais.
Segundo os autores, a influência chinesa na América Latina estaria estruturada em múltiplas frentes, diplomática, econômica, tecnológica e, potencialmente, militar.
Entre os pontos mencionados está a chamada “Tucano Ground Station”, localizada na capital baiana. O relatório afirma que o projeto é desenvolvido pela empresa brasileira Ayla Space em parceria com a Beijing Tianlian Space Technology Co. Ltd., do setor aeroespacial chinês.
A estrutura teria como finalidade analisar dados de satélites voltados à observação da Terra e ao monitoramento de informações dentro do território brasileiro.
Embora o texto não apresente provas de uso militar, destaca que tecnologias espaciais podem ter aplicações de uso duplo, civil e estratégico.
O Brasil aparece ao menos quinze vezes ao longo do relatório. Em parte das citações, é mencionado ao lado de outros países sul-americanos como exemplo da intensificação das relações comerciais com a China. Em outros trechos, há referências a projetos científicos conjuntos, como um laboratório de radioastronomia na Serra do Urubu.
Segundo o documento, o centro de pesquisa teria foco no desenvolvimento de tecnologia avançada para observação astronômica e exploração do espaço profundo.
O comitê responsável sustenta que determinadas inovações podem gerar aplicações mais amplas, reforçando a discussão sobre a influência chinesa na América Latina em setores sensíveis.
O relatório também enfatiza o crescimento expressivo do comércio bilateral nas últimas duas décadas. A China se tornou o principal parceiro comercial de diversos países da América do Sul, incluindo o Brasil.
Para os autores, essa interdependência econômica pode criar vulnerabilidades políticas e ampliar a capacidade de pressão diplomática em cenários estratégicos.
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