Pedro Cardoso destacou que reconhece a inteligência doseu familiar e valorizou o diálogo com ele, ainda que suas ideias políticas caminhem em direções opostas.
Pedro Cardoso, ator que interpreta Augustinho Carrara. Foto: Divulgação
Pedro Cardoso, eternizado pelo papel de Agostinho Carrara na série "A Grande Família", revelou, em entrevista concedida à rádio Jovem Pan, que é primo do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (FHC).
No entanto, Pedro Cardoso fez questão de afirmar que, apesar da proximidade familiar e da amizade que mantém com FHC, nunca votou nele.
Segundo o ator, sua visão política sempre foi crítica em relação ao PSDB, partido que Fernando Henrique liderou e que governou o Brasil por oito anos.
“Nunca votei nele. Nunca votei no PSDB”, declarou. Ao mesmo tempo, destacou que reconhece a inteligência do ex-presidente e valoriza o diálogo com ele, ainda que suas ideias políticas caminhem em direções opostas.
Durante a entrevista, Pedro Cardoso foi além e expôs sua frustração com a política brasileira de maneira geral. Ele afirmou que o PSDB, em sua avaliação, “não vale a grama onde pasta”.
A crítica não se restringiu à legenda tucana. O ator também voltou seus comentários ao PT, partido em que depositou seu voto por boa parte da vida. Para ele, a legenda de Luiz Inácio Lula da Silva, ao chegar ao poder, acabou se confundindo com as mesmas práticas que antes criticava. Essa postura, segundo Pedro, acabou frustrando expectativas de mudança e gerando decepção.
Ainda assim, o ator não se esquivou de reconhecer que votou no PT por acreditar em uma transformação social e de renovação política. A decepção veio, segundo ele, justamente porque havia esperança de um novo caminho, mas a realidade acabou revelando velhos vícios.
Apesar das divergências políticas, Pedro fez questão de reforçar que sua amizade com Fernando Henrique Cardoso permanece sólida. Para ele, essa convivência é um exemplo de que é possível respeitar as diferenças e preservar laços pessoais mesmo em um país marcado pela polarização.
“Manter amizade com alguém em quem nunca votei mostra respeito às diferenças e, acima de tudo, que a política não precisa destruir vínculos pessoais”, destacou.
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