Pernambuco, 13 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Governo trava votação urgente sobre aposentadoria integral para agentes de saúde e alerta risco

Proposta de aposentadoria integral para agentes de saúde expõe impasse no Congresso e ameaça impacto de R$ 40 bilhões em dez anos no orçamento nacional.

Joice Gomes

25 de novembro de 2025 às 10:48

Governo enfrenta pauta-bomba sobre aposentadoria integral para agentes de saúde.

Governo enfrenta pauta-bomba sobre aposentadoria integral para agentes de saúde. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Nos bastidores do Congresso Nacional, cresce a tensão em torno da votação de uma proposta considerada “pauta-bomba” pelo governo federal: a garantia de aposentadoria integral e paridade salarial para agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias. O impacto fiscal pode superar R$ 40 bilhões em até dez anos, segundo o Ministério da Previdência.

O clima esquentou após o tema entrar como prioridade na ordem do dia do Senado, impulsionado por líderes da Casa e pela pressão das bases desses trabalhadores, que defendem a proposta como uma “correção histórica”.

Detalhes do projeto e impacto fiscal

Pela proposta, agentes homens poderão se aposentar aos 52 anos e mulheres aos 50, desde que comprovem ao menos 20 anos na função. Há ainda regras de transição que permitem aposentadoria aos 50 anos para mulheres, com 15 anos de atividade e 10 em outras ocupações.

O texto assegura pagamento integral do último salário e reajustes equivalentes aos da ativa, além de pensão integral em caso de morte.

O governo afirma que cerca de 63% do impacto recairá sobre os municípios — principalmente os sem regime próprio — e 37% sobre o INSS. Com mais de 366 mil agentes comunitários no país, o temor é que os gastos se multipliquem e criem precedentes para outras categorias.

Veja Também

Pontos centrais do texto

  • Aposentadoria integral e paridade salarial.
  • Idade mínima reduzida.
  • Pensão integral para beneficiários.
  • Efetivação de vínculos temporários.
  • Proibição de terceirização, exceto em emergências.

Reação do governo e possível ida ao STF

Diante da forte mobilização, o governo tenta convencer senadores a barrar ou modificar o texto. Há ameaça de judicialização no STF caso o projeto avance sem compensações financeiras que garantam equilíbrio fiscal.

Especialistas apontam que o debate pode envolver o princípio da isonomia, abrindo caminho para outras categorias reivindicarem benefícios semelhantes.

A força dos agentes de saúde

Representantes da categoria defendem que o projeto reconhece o papel essencial dos agentes, que enfrentam riscos diários e condições insalubres. Para eles, a medida representa justiça após anos de ausência de direitos previdenciários adequados.

O senador Veneziano Vital do Rêgo, autor da proposta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmam que a medida fortalece o SUS e valoriza os profissionais que atuam na ponta do sistema de saúde.

Movimento dos parlamentares

O projeto divide o Senado: de um lado, parlamentares alinhados às demandas sociais; do outro, setores técnicos do governo, que alertam para riscos fiscais. No Planalto, a percepção é de que o governo pode sofrer derrota mesmo intensificando negociações.

Risco de precedentes e disputa jurídica

A aprovação pode abrir portas para outras categorias pleitearem as mesmas regras, elevando impactos financeiros. Juristas veem a judicialização como inevitável caso o governo leve a questão ao Supremo Tribunal Federal.

Mudanças no serviço público

A PEC também prevê a efetivação de servidores temporários, encerrando contratações precárias e terceirizações em larga escala. A categoria comemora; críticos afirmam que isso gera distorções e amplia gastos.

Desafios para os municípios

Prefeitos alertam para o aumento expressivo dos custos previdenciários, defendendo contrapartidas da União. Muitos municípios afirmam não ter condições de absorver o impacto sem comprometer serviços básicos.

Votação decisiva no congresso

A proposta deve ser votada nesta semana. Já recebeu pareceres favoráveis em comissões e é o primeiro item da pauta legislativa. Se aprovada, seguirá para a Câmara dos Deputados, tornando-se uma das medidas de maior impacto social e econômico dos últimos anos.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

10:41, 13 Fev

Imagem Clima

27

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.
Situação

Ministro Toffoli soma 25 pedidos de impeachment no Senado; três são ligados ao caso do Banco Master

O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.

Senador Flávio Bolsonaro.
Posição

Flávio Bolsonaro afirma que, se eleito, manterá Bolsa Família "enquanto as pessoas precisarem"

Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.

Vereadora do PSOL, Jô Cavalcanti, alvo de ataques e prefeito do Recife, João Campos.
Vídeo

Vereadora do PSOL sofre ataques nas redes sociais após assinar CPI para investigar João Campos

A psolista justificou, na terça (10), o voto favorável à CPI que vai investigar possíveis irregularidades no concurso público para Procurador-Geral do município.

mais notícias

+

Newsletter