Deputado Paulinho da Força e ex-presidente Jair Bolsonaro. Fotos: Billy Boss/Câmara dos Deputados e Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator da PL da Anistia, agora rebatizado de PL da Dosimetria, declarou em entrevista à CNN nesta sexta-feira, 19 de setembro, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será contemplado com a redução de penas, caso o projeto seja aprovado.
"Ele será beneficiado em alguns crimes que foram imputados a ele, nós não vamos pegar todos os crimes, vamos pegar alguns crimes que foram imputados, e que não vai servir só para o Bolsonaro, mas pra todos, e esses crimes serão beneficiados", afirmou o relator.
Segundo Paulinho, o objetivo é diminuir punições de parte dos envolvidos nos atos do 8 de janeiro. Ele acrescentou que a proposta busca atender tanto ao Parlamento quanto à população.
"O que a gente precisa é beneficiar uma parte das pessoas, reduzindo as penas. Eu preciso agradar a maioria do Congresso e a maioria do povo brasileiro que quer uma vida diferente dessa polarização", disse.
O deputado afirmou ainda que pretende ouvir todas as bancadas da Câmara na próxima semana, para acelerar a tramitação da proposta.
"Vou ouvir todas as bancadas e ouvir o que cada um quer. Quem atentou contra a democracia, quem atentou contra o Estado de Direito, isso não será contemplado. Se isso vai entrar ou não em outro projeto vai depender do que vou tratar semana que vem", concluiu.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), escolheu nesta quinta-feira, 18 de setembro, Paulinho da Força como relator do projeto de lei da anistia, que teve o requerimento de urgência aprovado na noite da quarta (17).
Motta explicou que buscará construir com o relator um texto que traga pacificação para o país.
"Tenho convicção que a Câmara conseguirá construir essa solução que busque a pacificação nacional, o respeito às instituições, o compromisso com a legalidade e levando em conta também as condições humanitárias das pessoas que estão envolvidas nesse assunto. Não se trata de apagar o passado, mas de permitir que o presente seja reconciliado e o futuro construído em bases de diálogo e respeito", disse.
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