Joel da Harpa em reunião com conselheiros tutelares. (Foto: Divulgação)
O presidente da Comissão de Segurança Pública e Defesa Social da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Joel da Harpa (PL), anunciou que pretende reunir as principais reivindicações apresentadas por conselheiros tutelares durante uma audiência pública e encaminhá-las aos órgãos responsáveis pela proteção e pela garantia dos direitos da categoria.
A iniciativa busca transformar as discussões realizadas durante a reunião em medidas concretas para melhorar as condições de trabalho dos profissionais e ampliar a segurança daqueles que atuam diretamente na proteção de crianças e adolescentes.
Durante a audiência, conselheiros tutelares de diferentes municípios de Pernambuco relataram situações de ameaça, insegurança e desrespeito às atribuições previstas para o cargo. Os relatos expuseram dificuldades enfrentadas pelos profissionais durante atendimentos e ocorrências, especialmente diante de situações consideradas de risco.
Outro ponto apresentado pelos participantes foi a cobrança para que conselheiros tutelares desempenhem atividades que não fazem parte de suas competências legais. A situação, segundo as reivindicações apresentadas na audiência, representa mais uma preocupação para uma categoria que já enfrenta episódios de insegurança no exercício da função.
Para Joel da Harpa, os debates precisam resultar em ações institucionais capazes de oferecer maior proteção aos profissionais. O parlamentar defendeu uma atuação coordenada entre os órgãos responsáveis para que as reivindicações apresentadas não fiquem restritas ao campo das discussões.
“Não podemos aceitar que aqueles que têm a responsabilidade de proteger os nossos meninos e meninas precisem exercer suas funções sob medo ou insegurança”, afirmou Joel da Harpa.
A declaração reforça o posicionamento do deputado de que a proteção dos conselheiros tutelares também deve fazer parte das discussões relacionadas à segurança pública.
Os profissionais exercem uma função diretamente ligada à garantia dos direitos de crianças e adolescentes e, diante dos relatos apresentados, enfrentam situações que podem comprometer a segurança durante o trabalho.
A proposta anunciada pelo presidente da Comissão de Segurança Pública e Defesa Social é reunir as demandas apresentadas pelos conselheiros e encaminhá-las às instituições que possam adotar as providências necessárias.
A expectativa é que, a partir desse encaminhamento, os problemas relatados durante a audiência possam ser analisados pelos órgãos responsáveis e convertidos em medidas voltadas à proteção da categoria.
A discussão sobre a segurança dos conselheiros tutelares ganhou ainda mais repercussão após o assassinato do conselheiro tutelar Jerônimo de Santana Júnior, em Itambé. O caso passou a integrar o contexto das discussões promovidas pela Comissão de Segurança Pública sobre a necessidade de proteção desses profissionais em Pernambuco.
A morte de Jerônimo também contribuiu para ampliar o debate institucional sobre os riscos enfrentados por conselheiros tutelares no desempenho de suas funções. A partir desse cenário, a comissão passou a discutir de maneira mais ampla as condições de segurança oferecidas à categoria.
Os relatos apresentados na audiência mostram que a preocupação não se limita a um único município. Conselheiros de diferentes localidades levaram à Assembleia Legislativa demandas relacionadas a ameaças, insegurança durante atendimentos e ocorrências e ao respeito às atribuições estabelecidas para o cargo.
Com o encaminhamento das reivindicações aos órgãos responsáveis, Joel da Harpa pretende dar continuidade ao debate e buscar respostas para os problemas apresentados pelos profissionais. A iniciativa coloca em evidência a necessidade de garantir que os conselheiros tutelares em Pernambuco possam desempenhar suas funções com segurança e dentro das competências previstas para o cargo.
A proposta também reforça o papel da Assembleia Legislativa como espaço para receber as demandas da categoria e promover a articulação institucional necessária para que as questões apresentadas durante a audiência sejam encaminhadas às autoridades competentes.
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