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Aldo Rebelo denuncia "caixa-preta" de ONGs com poder em órgãos do governo Lula

O ex-deputado federal afirmou que essa estrutura estaria presente em instituições como o Ministério do Meio Ambiente, o IBAMA, o Ministério dos Povos Indígenas e a FUNAI.

Ricardo Lélis

07 de novembro de 2025 às 21:53   - Atualizado às 21:53

Ex-deputado federal Aldo Rebelo.

Ex-deputado federal Aldo Rebelo. Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo, divulgou um pronunciamento em suas redes sociais nesta sexta-feira, 7 de novembro, no qual acusa a existência de uma “caixa-preta” dentro do Estado brasileiro, supostamente controlada por organizações não governamentais (ONGs) com financiamento externo. Segundo ele, essas entidades atuariam contra os interesses nacionais.

Rebelo afirmou que essa estrutura estaria presente em instituições como o Ministério do Meio Ambiente, o IBAMA, o Ministério dos Povos Indígenas e a FUNAI.

O ex-parlamentar também descreveu o que chamou de um sistema de “porta rotatória”, no qual integrantes das ONGs passariam a ocupar cargos dentro dos órgãos públicos e, depois, retornariam às organizações “para controlar o Ministério de fora”.

“Existe uma caixa preta no Brasil que precisa ser aberta. E o que é essa caixa preta? A caixa preta está alojada dentro do estado brasileiro, protegida pelo governo brasileiro. Essa caixa preta está no Ministério do Meio Ambiente da dona Marina Silva, está no IBAMA do seu Agostinho, está no Ministério das Populações Indígenas, está na FUNAI e a caixa preta é controlada e administrada por organizações não governamentais financiadas do exterior, a serviço de interesses internacionais contra o Brasil“, afirmou.

Contraste

Comentário do ex-parlamentar se dá as vésperas da COP-30, que ocorre em Belém, no Pará, neste fim de semana e está sendo criticada por conta dos altos valores no comércio e em hospedagem.

Representantes de diversos países já anunciaram que não pretendem ir ao evento por conta do alto custo.

A capital paraense também enfrenta uma realidade que contrasta brutalmente com o discurso sustentável do evento, estando entre os piores índices de saneamento básico do país.

De acordo com dados de 2024 do Instituto Água e Saneamento (IAS), apenas 19% da população de Belém conta com coleta de esgoto, e menos de 3% desse esgoto é efetivamente tratado. Isso significa que mais de 80% dos dejetos produzidos por cerca de 1,5 milhão de habitantes ainda são descartados sem tratamento adequado — em rios, valas ou diretamente no solo urbano.

O contraste se torna ainda mais evidente quando comparamos com a média nacional, que gira em torno de 59,7% para coleta de esgoto e 52% de tratamento, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). O drama do saneamento básico em Belém evidencia não apenas um problema ambiental, mas uma questão de saúde pública e dignidade humana.

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