A disputa entre japoneses e chineses promete ser acirrada. A disputa entre japoneses e chineses promete ser acirrada.
A ofensiva chinesa contra a japonesa no segmento dos sedãs híbridos ganhou força com a introdução de dois modelos da BYD: o King GL e o King GS. Ambos são híbridos plug-in, ou seja, podem carregar a bateria na tomada, oferecendo uma flexibilidade adicional que falta nos modelos Corolla Altis e Altis Premium da Toyota, que são híbridos convencionais sem essa capacidade. Além das diferenças nas dimensões, o King também se destaca no preço: em junho, o King GL sai por R$ 175.800, enquanto o Corolla Altis custa R$ 190.120. O King GS, por sua vez, custa R$ 187.800, contra R$ 200.910 do Altis Premium.
No entanto, há um ponto crítico a considerar. Enquanto os modelos Corolla vêm equipados de série com praticamente todos os sistemas ADAS (Advanced Driver Assistance Systems), como controle de cruzeiro adaptativo, sensor de ponto cego, alerta de colisão com frenagem autônoma, assistente de permanência em faixa e alerta de tráfego traseiro, os modelos King oferecem apenas seis airbags, sem nenhuma dessas tecnologias avançadas de segurança, nem mesmo como opcionais. Isso é uma falha significativa, especialmente quando se considera que outros modelos da BYD, como o Dolphin Plus, que custa R$ 180.000, possuem todos esses sistemas.
Em termos de desempenho, os modelos King se destacam. Enquanto o Corolla oferece apenas 122 cavalos de potência combinada, com a vantagem de um motor a combustão flex, o King GL tem uma bateria de 8,3 kWh e uma potência combinada de 209 cavalos. O King GS, com uma bateria de 18,3 kWh, oferece impressionantes 235 cavalos. O estilo sedã cupê convencional do King é complementado por uma frente agressiva e uma lanterna que percorre todo o porta-malas, criando uma presença marcante. Em termos de espaço, o porta-malas do Corolla ganha com 470 litros, contra 450 litros do King.
Internamente, ambos os modelos King têm um bom acabamento, com revestimento em material que imita couro e superfícies macias ao toque. Eles também vêm equipados com um quadro de instrumentos digital configurável de 8,8 polegadas, uma multimídia giratória de 12,8 polegadas, câmera 360° e carregador de celular por indução. As diferenças entre as versões ficam por conta do ar-condicionado automático digital de duas zonas na GS (uma zona na GL), dos bancos dianteiros elétricos (só o do motorista na GL) e do sistema de som, com seis alto-falantes na GL e oito na GS. Em termos de espaço, ambos oferecem conforto tanto na frente quanto atrás.
A BYD King apresenta um grande diferencial de desempenho em comparação ao Corolla. Enquanto o Corolla Altis faz de 0 a 100 km/h em 12,5 segundos, o King GS realiza o mesmo em apenas 7,3 segundos, evidenciando a superioridade de potência e aceleração do modelo chinês. A condução do King também se destaca com modos de direção que incluem totalmente elétrico, híbrido normal, esportivo e econômico, proporcionando flexibilidade para diferentes condições de direção e preferências do motorista.
No entanto, a ausência de sistemas avançados de segurança, como sensores de ponto cego, alerta de colisão frontal e assistente de permanência em faixa, pode ser um fator decisivo para muitos consumidores preocupados com a segurança. Mesmo assim, o King tenta compensar essa lacuna com outros recursos atraentes, como um design moderno e agressivo, tecnologia avançada no interior, e um preço competitivo.
Durante um teste drive realizado em um estacionamento devido à falta de homologação do veículo para uso nas ruas brasileiras, ficou claro que a resposta do King é superior à do Corolla, com uma aceleração mais rápida e um desempenho geral mais dinâmico. A regeneração da bateria, que chega a até 70% durante a condução, é outro ponto positivo, permitindo uma autonomia considerável mesmo sem recargas frequentes.
A disputa entre o BYD King e o Toyota Corolla promete ser acirrada. Enquanto o Corolla oferece um pacote completo de segurança e confiabilidade, o King se destaca pela potência, design moderno e preço acessível. A decisão final dependerá das prioridades individuais dos consumidores: desempenho e preço ou segurança e tradição. De qualquer forma, a concorrência entre esses modelos só tem a beneficiar o mercado e os consumidores, promovendo inovações e melhores ofertas. Será interessante observar como essa batalha se desenrolará nos próximos meses e quais serão as preferências dos compradores brasileiros.
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