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Bugatti Mistral celebra o fim da era W16 com exclusividade e velocidade extrema

Roadster da Bugatti, produzido em Molsheim, marca despedida do motor W16 e mantém foco em desempenho e luxo.

Pollyana Leite

16 de novembro de 2025 às 18:04   - Atualizado às 18:07

Bugatti Mistral atinge recorde de velocidade para conversíveis com 453,9 km/h em Papenburg, Alemanha.

Bugatti Mistral atinge recorde de velocidade para conversíveis com 453,9 km/h em Papenburg, Alemanha. Divulgação/Bugatti Mistral

A Bugatti apresenta o Mistral como um dos modelos mais emblemáticos de sua história recente. O roadster chega para marcar o encerramento da era do motor W16, um bloco que definiu a identidade da marca ao longo de quase duas décadas. A fabricante, Bugatti Automobiles S.A.S., mantém a produção do modelo no seu famoso ateliê em Molsheim, na região da Alsácia, nordeste da França, onde toda a linha é montada de forma artesanal. Esse detalhe reforça a tradição que a empresa cultiva desde os tempos de Ettore Bugatti.

A marca explica que o Mistral utiliza o motor W16 de 8,0 litros com quatro turbocompressores, capaz de entregar 1.600 cv. O torque chega a 1.600 Nm, disponível em uma faixa ampla de rotações. Esses números colocam o roadster entre os modelos mais potentes já feitos pela Bugatti. A aceleração segue o padrão dos hipercarros da casa: o Mistral vai de 0 a 100 km/h em cerca de 2,4 segundos, enquanto o modo de velocidade máxima foi projetado para alcançar 420 km/h.

A versão especial usada em testes controlados superou essa marca. Em Papenburg, na Alemanha, ela atingiu 453,9 km/h, tornando-se o conversível mais rápido do mundo. O resultado reforça a tradição da Bugatti em disputar recordes e estabelecer padrões na categoria de hipercarros.

O Mistral também leva adiante o trabalho de design característico da marca. Os engenheiros moldaram o para-brisa com curvatura específica para reduzir turbulência e manter estabilidade mesmo sem teto. Na traseira, as lanternas formam um desenho em “X” que se destaca junto ao nome iluminado da Bugatti. O interior combina couro, Alcantara e detalhes artesanais produzidos no ateliê de Molsheim, mantendo o acabamento tradicional da empresa.

A estrutura monocoque usa fibra de carbono, o que ajuda a manter rigidez sem comprometer o peso. Já o conjunto mecânico conta com câmbio automático de sete marchas com dupla embreagem e tração nas quatro rodas. Esse arranjo busca entregar o máximo da força do W16 sem perder controle em altas velocidades.

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A Bugatti limitou a produção do Mistral a 99 unidades, todas montadas manualmente na França. Além da performance, o modelo traz um valor simbólico importante: ele representa a despedida definitiva do motor W16, uma peça que marcou a marca desde o Veyron e que se tornou parte da identidade da empresa.

O nome Mistral faz referência ao vento forte e frio que sopra no sul da França, associado à ideia de movimento, velocidade e liberdade. Para a Bugatti, esse simbolismo traduz bem a proposta do roadster: unir potência, tradição e design em um momento que encerra um capítulo importante da sua história.

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