Segundo a agência espacial americana, o buraco negro registrado pesa algumas centenas de vezes a ma...
O Telescópio Espacial Hubble e o Observatório de Raios X Chandra, ambos operados pela Agência Espacial dos Estados Unidos, a Nasa, conseguiram captar o momento exato em que um buraco negro de classe massa intermediária (BMIs) - que pesa algumas centenas de vezes a massa do Sol - devora uma estrela nos arredores da galáxia NGC 6099.
Essa observação é considerada rara. A agência espacial americana explica que os buracos negros desta categoria (que não são nem muito grandes e nem muito pequenos) costumam ser invisíveis porque "não devoram tanto gás e estrelas quanto os supermassivos".
Para serem encontrados, eles precisam ser capturados quando estão em busca de alimento. Quando ocasionalmente devoram uma estrela - no que os astrônomos chamam de evento de perturbação de maré -, eles liberam um jorro de radiação
O fenômeno aconteceu em uma galáxia localizada a cerca de 450 milhões de anos-luz de distância, na constelação de Hércules. E foi registrado nos arredores desta galáxia, a 40.000 anos-luz afastados do núcleo.
O Instituto de Ciência do Telescópio Espacial publicou uma projeção que simula esse momento em que um buraco negro engole a estrela. A captura do fenômeno virou estudo que foi publicado no Astrophysical Journal e informado pela Nasa no final do mês passado.
A Nasa explica que existem duas teorias alternativas para a formação dos buracos negros maiores. Uma aponta para a ideia de que IMBHs, ao se aglutinarem, se tornam uma espécie de "semente para a formação de buracos negros".
Outra teoria é que as nuvens de gás no meio dos halos de matéria escura no universo primordial não formam estrelas primeiro, mas colapsam diretamente em um buraco negro supermassivo.