Meteorito gigante, diamantes coloridos e fósseis: como é o museu da USP

Apesar de ser voltado para a academia, o museu recebe um público diverso para atividades educaciona...

O Museu de Geociências da Universidade de São Paulo (USP) foi reaberto após dois anos de reformas para melhorar a experiência do público e conectar os conteúdos e amostras de geologia a outras ciências e ao dia a dia.

Ao longo dos anos, houve incorporação de outras coleções particulares doadas ou adquiridas pela própria USP, formando um vasto acervo de minerais, rochas, fósseis, espeleotemas, meteoritos e gemas. Foi então que, em 1992, ganhou um espaço feito especialmente para as instalações do museu, no primeiro andar do Instituto de Geociências, onde permanece até hoje.

Apesar de ser voltado para a academia, o museu recebia escolas e, eventualmente, público externo diverso para atividades educacionais sobre geologia. Agora, com a nova reforma, o objetivo é popularizar o museu.

A atração é gratuita e aberta para qualquer tipo de visitante, no Instituto de Geociências (IGc), dentro da Cidade Universitária, no Butantã

Os visitantes podem ver, por exemplo, o meteorito de Itapuranga (GO), quinto maior já encontrado no Brasil, com 628 quilos. Além de uma coleção de diamantes coloridos raros, fósseis de plantas e animais e a coleção de pedras preciosas e minerais da USP com mapas mostrando onde cada um foi extraído.

Uma das experiências mais legais é o toque simultâneo a uma pedra rochosa terrestre e a um pedaço de meteorito, permitindo descobrir a diferença entre os dois materiais. E também a possibilidade de participar de uma oficina de simulação de um sítio paleontológico, utilizando pincéis para encontrar fósseis em meio à areia e classificando-os com a ajuda de um manual.

Outros destaques são câmaras de luz ultravioleta para ver minerais fluorescentes, o crânio de tigre dente-de-sabre e um fóssil do pterossauro Tupandactylus navigans

A exposição foi formulada em uma espécie de linha do tempo, partindo da formação das galáxias, do sistema solar e do planeta Terra, passando pela formação dos compostos químicos e minerais e chegando até os dias de hoje.

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