Trata-se de uma condição raríssima em que o simples contato da água com a pele pode causar cocei...
Você provavelmente já riu do Cascão fugindo do banho nas histórias da Turma da Mônica. Mas e se, para algumas pessoas, encostar na água realmente é um problema sério?
Por mais estranho que pareça, a alergia à água existe, e ela se chama urticária aquagênica. Trata-se de uma condição raríssima em que o simples contato da água com a pele pode causar coceira, manchas vermelhas e até vergões.
Não importa se a água está limpa, quente, fria, salgada ou doce, o resultado é sempre o mesmo: uma resposta inflamatória imediata, como se o corpo tivesse identificado um inimigo mortal vindo direto da pia do banheiro.
De acordo com pesquisadores da Universidade Nottingham Trent, na Inglaterra, essa reação pode estar relacionada a um gene chamado FABP5, que afeta a barreira protetora da pele.
Quando esse gene sofre mutações, a pele perde a capacidade de repelir a água e o sistema imunológico entra em ação, como se estivesse tentando impedir a entrada de um invasor.
A condição é tão rara que há menos de 100 casos registrados em todo o mundo. O Cascão seria um verdadeiro unicórnio dermatológico se tivesse nascido com esse diagnóstico.
Ainda não existe cura definitiva, por isso, enquanto a maioria de nós sonha com uma ducha relaxante, essas pessoas precisam fazer malabarismo para evitar algo tão essencial quanto a água.
Mesmo sem uma cura, há formas de aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, como os anti-histamínicos e corticosteroides. Embora não resolvam o problema na raiz, oferecem alívio temporário e diminuem a intensidade das crises.
Pode parecer coisa de salão de beleza ou bronzearia, mas essa técnica é considerada promissora, especialmente para os casos mais severos, e deve sempre ser feito com acompanhamento médico especializado.
De modo geral, talvez o Cascão só estivesse se antecipando e fugindo de uma potencial crise alérgica. Quem vai dizer que ele não era um visionário?