A cerca de 15 dias do Dia Mundial dos Ostomizados (3 de outubro) os pacientes pernambucanos não têm motivos para comemoração. Desde novembro de 2017 aproximadamente 3 mil ostomizados no Estado não recebem do SUS o que mais precisam: a bolsa que recolhe suas fezes e urina.
Os pacientes ostomizados passam por uma cirurgia que reconstrói o caminho do material orgânico, que passa a ser excretado através de um orifício no abdômen. Por isso é fundamental o uso das bolsas, cuja troca tem que ser semanal. O SUS disponibilizava esse material através do Hospital Barão de Lucena, em Recife.
Um grupo de pacientes ostomizados dirigiu-se esta semana ao palácio do governo para conversar com o Governador Paulo Câmara sobre a demora na normalização da entrega das bolsas. Os representantes dos pacientes não foram recebidos no local. Inconformados, eles gravaram e divulgaram um vídeo aonde mostram o descontentamento com a maneira com que foram tratados.
A Defensoria Pública está acompanhando a situação e prometeu empenho na luta pela volta do recebimento das bolsas. Muitos pacientes do interior também procuram o Hospital Barão de Lucena porque não podem arcar com as despesas de adquirir a referida bolsa.