Abominação

Líderes evangélicos repudiam fala de Lula contra Israel

Segundo o Cimeb, as falas do presidente foram “inconsequente” e “absurda”, por equiparar “o massacre de mais de 6 milhões de judeus inocentes com qualquer guerra no mundo”.

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. (PT). Foto: Ricardo Stuckert / PR.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi repudiado nesta segunda-feira, 19, pelo Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (CIMEB).

A entidade, que representa cerca de 10 mil pastores de diversas denominações, abominou a fala feita pelo petista no domingo (18), cujo comparou os ataques de Israel à Gaza com o Holocausto judeu.

Segundo o Cimeb, as falas do Lula foram “inconsequente” e “absurda”, por equiparar “o massacre de mais de 6 milhões de judeus inocentes com qualquer guerra no mundo”.

A nota foi assinada por nomes como: Silas Malafaia, César Augusto, Estevam Hernandes, Renê Terra Nova, Aber Huber, Victor Hugo, Galdino Junior e Luiz Hermínio.

Veja a nota na íntegra

Lula compara ações de Israel em Gaza aos nazistas no holocausto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou as ações de Israel na Faixa de Gaza como genocídio e chacina.

Lula comparou a situação ao extermínio de judeus pela Alemanha nazista de Adolf Hitler em entrevista a jornalistas neste domingo, 18 de fevereiro.

Lula falou à imprensa em Adis Abeba, capital da Etiópia, antes de embarcar de volta para o Brasil.

O petista criticou o corte de financiamento da agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para refugiados palestinos por países desenvolvidos depois de acusações israelenses de que a organização tinha integrantes do Hamas infiltrados. Em seguida, falou em genocídio.

Se teve algum erro nessa situação, apure-se quem errou, mas não suspenda a ajuda humanitária”, disse o petista.

A situação humanitária em território palestino se deteriorou nos últimos meses por causa dos ataques que Israel tem feito a Gaza sob o argumento de que é necessário derrotar o Hamas.

No fim do ano passado, o grupo extremista islâmico realizou atentados contra cidades israelenses. Lula já disse publicamente que considera a reação desproporcional.