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O padre holandês, Henry Nouwen, escreveu um livro extraordinário com esse título. Nos seus últimos anos de vida, deixou o ambiente acadêmico, incluindo a Universidade de Harvard, onde se destacou como professor, e viveu o resto de seus dias ministrando em um leprosário. Com o passar do tempo, viveu uma metamorfose que somente a mão de Deus pode realizar – lágrimas convertidas em risos!

Davi foi um dos que mais choraram por seus fracassos e quedas em toda a Bíblia. Consciente de suas falhas, limitações e pecados, ele era um homem segundo o coração de Deus não por ser perfeito, mas por ter um coração transparente, verdadeiro e humilde. Quando confrontado por Natã no mais doloroso episódio de sua vida, se viu o último dos homens, perseguido por seu pecado. Do alto de seu trono, numa confissão regada a lágrimas, resumiu toda a tragédia numa palavra: “Pequei”. Mais adiante, ao avaliar os fatos, reconheceu que, no final das contas, havia pecado contra o seu Deus: “Pequei contra ti, contra ti somente pequei”.

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Os chamados “Salmos Penitenciais”, onde descreve a agonia de sua alma e os dias de afastamento dos que amava, são capazes de comover até o coração mais duro. Não reclama, não blasfema, não transfere culpa nem cobra de ninguém. No silêncio da humilhação, o Espírito de Deus trabalhava, reconstruía, restaurava! Aparentemente, nada mudava, e a dor dos anos em terra estranha foi pedagógica. Encontrou refúgio e segurança entre inimigos históricos, mais do que na própria família. Ali, no exílio e na solidão, a restauração estava acontecendo.

Finalmente, Davi voltou ao trono e reinou por cerca de 33 anos. Num salmo anterior, havia dito: “Estou exausto de tanto gemer, de tanto chorar, inundo de noite a minha cama, de lágrimas encharco o meu leito”.

Como tenho dito, não preciso de bola de cristal, cartas de tarô ou coisas semelhantes para ter absoluta certeza de que muitos que estão lendo (e eu mesmo) conhecem por experiência própria essas dores. Já gemeram à exaustão, já inundaram a cama com lágrimas silenciosas e doloridas. O gemido tornou-se o acalanto trágico das noites. A dor é indescritível e muitas vezes o pior é que ninguém entende, compreende. Muitos até avaliam como exagero de sensibilidade.

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Oh queridos(as), como louvo a Deus por saber que para quem a Ele pertence, e não é apenas um mero religioso mas crê verdadeiramente Nele, o final da história jamais será gemido, choro ou dor!

Conheci pessoalmente um dos grandes pregadores da história, o ítalo-americano Tony Campolo. Concelebramos a Ceia do Senhor (Eucaristia) há muitos anos. Um dos seus mais belos sermões, transformado em livro, tem o título: Hoje é sexta, mas o domingo vem aí!

Uma referência à sexta-feira da morte no Calvário e ao glorioso domingo da ressurreição! Por favor, você que me lê, creia na verdade que não é minha, mas da Palavra de Deus! Você, que de coração crê contra tudo e todos no poder da mão do Deus verdadeiro, vai encerrar sua história bradando para que até o inferno ouça: “Transformou o meu pranto em dança, a minha veste de lamento em veste de alegria!”

A Bíblia diz e a história comprova (inclusive a minha) que “a misericórdia triunfa sobre o juízo”!

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Não sou criança nem desequilibrado mental! Afirmo com segurança inabalável que o seu, o meu pranto estão com os dias contados e serão transformados em dança. O cenário do choro será o palco da gargalhada! No caminho de Emaús, os dois discípulos ainda estavam na sexta-feira, mas o Senhor Jesus Cristo que se juntou a eles já estava no domingo!

Note que os verbos usados pelos dois estão no tempo passado! A tragédia os amarrou ao passado! Congelou a vida! Agora descobrem que não é mais a sexta-feira de dor, mas domingo de adoração e louvor!

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Adeus choro, o pranto foi transformado em dança!

Meu carinhoso abraço de boa noite,

  • D. Alexandre Ximenes