A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) confirmou que a paciente, de 64 anos de idade, que estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Agamenon Magalhães morreu na madrugada desta segunda-feira, 1° de julho.

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A paciente deu entrada com quadro grave de uma doença respiratória e veio a óbito por choque séptico, sem relação direta com a infecção do Superfungo.

Também foi confirmado que, assim que a infecção pelo fungo foi identificada, a paciente estava sendo tratada com antifúngicos, além dos antibióticos.

O QUE É CANDIDA AURIS?

Candida auris é um tipo de fungo que pode causar infecções graves, especialmente em pacientes hospitalizados ou imunocomprometidos.

É conhecido por ser resistente a múltiplos antifúngicos comuns, o que dificulta o tratamento.

As infecções por Candida auris foram relatadas em diversos países ao redor do mundo desde que foi identificado, pela primeira vez, na Coreia do Sul, em 2009.

É considerado um patógeno emergente e preocupante devido à sua resistência e capacidade de causar surtos hospitalares.

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SOBRE O CASO

A SES-PE confirmou o caso do fungo Candida Auris no Hospital Agamenon Magalhães (HAM), na sexta-feira, 28 de junho.

A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do HAM reforçou as medidas de limpeza e isolamento da área, e a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) monitora 17 pacientes internados na unidade.

O caso de candida, no Hospital Agamenon Magalhães, foi confirmado a partir das ações rotineiras de vigilância na unidade hospitalar.

A paciente deu entrada na unidade no último dia 13 de junho, por conta de uma infecção respiratória, e está na UTI desde o dia 18, onde continua recebendo os cuidados médicos pelo seu caso clínico.

De acordo com a Apevisa, foram colhidas amostras de material biológico de 17 pessoas que estiveram no mesmo ambiente da paciente afetada pelo fungo.

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Todas as amostras estão sendo encaminhadas para o Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen/PE), onde estão sendo realizados exames de testagem.

A partir da confirmação, a Secretaria trabalha no bloqueio e no controle da propagação do fungo.

No setor onde a paciente está internada foi estabelecida imediata intensificação das ações de limpeza e desinfecção de ambientes.

Para detecção de possíveis novos casos, continuam a busca e a investigação diagnóstica de todos os contactantes que coabitaram os espaços de internamento com os doentes.

Além disso, como medida de evitar a disseminação do fungo, faz-se necessário a regulação da entrada de pacientes na unidade.

A partir deste momento, as pessoas com quadros leves de saúde devem procurar unidades de pronto atendimento municipais e estaduais para diminuir a circulação de pessoas dentro da unidade e facilitar a desinfecção do serviço.

A secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti, ressalta que todas as medidas estão sendo tomadas para controle e prevenção do fungo na unidade.

Regulação de entradas no Agamenon Magalhães

Os pacientes que precisarem de atendimento de urgência e emergência clínica e cardiologia devem procurar os serviços de pronto atendimento.

Se houver maior complexidade permanecerão sendo encaminhados pela Central de Regulação de Leitos para o próprio Hospital Agamenon Magalhães ou outras unidades da rede assistencial.

A regulação da entrada de pacientes na unidade é uma estratégia que visa diminuir a demanda de pacientes na unidade com direcionamento exclusivo de pacientes de alta complexidade.

Prevenção

Entre outras medidas de controle de infecção para prevenção da transmissão de C. auris que podem ser executadas em ambientes de saúde, temos: higiene das mãos, uso apropriado de equipamento de proteção e outras precauções e a limpeza e desinfecção do ambiente de atendimento do paciente e de equipamentos reutilizáveis com produtos recomendados.

Testagem no Agamenon Magalhães

Os 17 pacientes que estão sendo monitorados pela Apevisa vão realizar três coletas iniciais com intervalo de 48 horas.

A alta por cura dos casos se dará a partir do momento em que seja observada a permanência da negatividade das coletas de resultados laboratoriais nas amostras biológicas nos casos.