O polêmico projeto de lei que autoriza a Prefeitura do Ipojuca, comandado por Célia Sales, a contratar operações de crédito junto a Caixa Econômica Federal (CEF) no valor de R$ 100 milhões foi finalmente colocado em votação nesta terça-feira (20), durante sessão na Câmara de Vereadores.

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O caminho até a votação foi longo e veio após uma decisão judicial expedida pela juíza Nahiane Ramalho de Matos, titular da comarca de Ipojuca e requerida pela prefeita Célia Sales.

O judiciário local deu prazo de 10 dias para o presidente da Casa Legislativa, Deoclécio Lira, do PT, colocar a matéria na ordem do dia.

E esse dia finalmente chegou. E o resultado foi a rejeição do projeto. O placar foi de 4 votos pela aprovação e igual número de votos pela rejeição. Entre eles, o próprio Deoclécio. Cinco vereadores não compareceram à sessão. Como o regimento interno determina quórum especial de 2/3 dos 13 parlamentares para este tipo de matéria, o projeto acabou sendo reprovado.

Quebra de braço – Legislativo x Executivo

O resultado expõe uma quebra de braço entre os poderes legislativo e executivo em Ipojuca, algo marcante nesta legislatura e dá uma amostra do que deve ser a disputa nas eleições municipais deste ano.

Na Câmara do Ipojuca, três vereadores se colocaram como pré-candidatos à Prefeitura. Adilma Lacerda, única mulher da casa, foi indicada pela prefeita Célia Sales a sua sucessão. Deoclécio, presidente da Câmara e opositor ferrenho da atual gestão, além do vereador Paulo Alves, mais votado do último pleito, mas que até meses atrás era aliado do governo municipal.