A área havia sido doada em 2009, avaliada na época em R$ 5 milhões. Como a unidade não foi concluída, o espaço retorna automaticamente ao patrimônio público.
Local onde iria ser construído o Hospital do Figado de Permabuco. Foto: Reprodução/Google Street Views
Mais de uma década depois da promessa de construir um hospital público voltado exclusivamente para doenças hepáticas, o projeto do Hospital do Fígado segue sem conclusão e, agora, sem o terreno onde deveria funcionar.
O espaço de 33 mil metros quadrados, localizado no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife, foi revertido ao Governo do Estado após o Instituto do Fígado de Pernambuco (IFP) não cumprir o prazo legal para erguer a unidade As informações são do LeiaJá.
A área foi doada pelo governo estadual em 2009, avaliada na época em R$ 5 milhões. A doação seguiu as condições estabelecidas pela Lei Estadual 13.741, que concedia ao IFP um prazo de 10 anos para construir o hospital. Se a obra não fosse concluída nesse período, o terreno retornaria automaticamente ao patrimônio público.
O prazo inicial expirou em abril de 2019. Diante do atraso nas obras, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou uma prorrogação por mais cinco anos, estendendo a validade da doação até abril de 2024. Mesmo assim, o hospital não saiu do papel. Desde então, passou mais de um ano sem qualquer movimentação para discutir um novo prazo.
O Instituto do Fígado planejava erguer o Hospital Luiz Felipe Brennand, com estrutura 100% voltada para o SUS. O projeto incluía 248 leitos, além de centro cirúrgico especializado em oncologia, Unidade de Terapia Intensiva (UTI), ambulatórios, pronto atendimento, laboratórios e diagnóstico por imagem. A proposta era atender até 20 mil pacientes por mês e realizar cerca de 250 transplantes de fígado ao ano.
A ideia era tornar a unidade referência nacional no tratamento de doenças hepáticas, com acesso gratuito para a população. O hospital ocuparia um terreno ao lado do Parque de Exposições do Cordeiro, na Avenida Maurício de Nassau.
Sem a conclusão das obras e com o novo prazo expirado, o IFP perdeu o direito legal sobre o terreno. Agora, o Governo do Estado volta a ter posse da área.
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A informação foi confirmada pela corporação, que lamentou a perda do profissional. Toscano ocupava há nove anos a chefia do núcleo de jornalismo da 5ª Seção da PMPE.
Serão três dias de muita festa, pra gente agregar valor, gerar emprego e renda, disse a governadora ao prestigiar a abertura.
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